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Nutrição

Amamentação e uso de medicamentos

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É muito frequente o uso de medicamentos e outras substâncias por mulheres que estão amamentando. A maioria é compatível com a amamentação; poucos são os fármacos formalmente contraindicados e alguns requerem cautela ao serem prescritos durante a amamentação, devido aos riscos de efeitos adversos nos lactentes e/ou na lactação.

No entanto, com frequência, profissionais de saúde recomendam a interrupção do aleitamento materno quando as mães são medicadas, muitas vezes porque desconhecem o grau de segurança do uso das diversas drogas (também referidas como medicamentos ou fármacos) durante o período de lactação.

Por isso, cabe ao profissional de saúde, antes de tomar qualquer decisão, buscar informações atualizadas para avaliar adequadamente os riscos e os benefícios do uso de uma determinada droga em uma mulher que está amamentando.

Visando auxiliar os profissionais de saúde nas suas avaliações quanto ao uso de drogas durante a amamentação, o Ministério da Saúde, em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), disponibiliza um Manual (veja abaixo) contendo informações básicas sobre o uso de drogas durante o período da lactação.

O aleitamento materno é uma prática de fundamental importância para a mãe, a criança e a sociedade em geral, que deve ser sempre incentivada e protegida, salvo em algumas situações excepcionais. Assim, não se justifica, na maioria das vezes, a interrupção da amamentação quando a nutriz necessitar algum tipo de tratamento farmacológico, impedindo desnecessariamente que mãe e criança usufruam dos benefícios do aleitamento materno.

A indicação criteriosa do tratamento materno e a seleção cuidadosa dos medicamentos geralmente permitem que a amamentação continue sem interrupção e com segurança.

GALACTAGOGOS

Galactagogas são substâncias que auxiliam o início e a manutenção da produção adequada de leite. Os fármacos galactagogos atuam como antagonista dopaminérgico, reduzindo a ação inibitória da dopamina sobre a secreção de prolactina.

O uso de galactagogos deve ser reservado para situações em que foram descartadas as causas tratáveis de hipogalactia (p.ex. hipotireoidismo materno ou uso de medicamentos) e, principalmente, após avaliação da técnica de amamentação e de medidas que sabidamente aumentam a produção de leite, tais como maior frequência das mamadas e esvaziamento adequado das mamas.

Cabe ressaltar que a estimulação mecânica da região aréolo-mamilar pela sucção do lactente e a ordenha do leite são os estímulos mais importantes para a manutenção da lactação. Tais estímulos promovem a secreção de prolactina pela hipófise anterior e de ocitocina pela hipófise posterior.

Dentre as substâncias que induzem, mantêm e aumentam a produção de leite, domperidona e metoclopramida são as mais indicadas. Não há evidências científicas de que alimentos ou plantas possuam propriedades galactagogas.

A segurança do uso dos antagonistas dopaminérgicos como galactogogos não foi adequadamente estudada, mas eles oferecem risco potencial para as mães e para os lactentes. Estes devem ser observados para efeitos adversos como sonolência, déficit de sucção, irritabilidade e desconforto abdominal. Há risco de depressão materna após uso prolongado de metoclopramida.

A domperidona apresenta menor lipossolubilidade e maior peso molecular que a metoclopramida, o que reduz sua penetração no sistema nervoso central e no compartimento lácteo.

Acredita-se que os galactagogos possam trazer algum benefício nas seguintes situações:

Indução da lactação em mulheres que não estavam grávidas como em mães adotivas ou que aguardam seus filhos nascerem de uma barriga de aluguel.

Relactação, que é o reestabelecimento da lactação após o desmame.

Aumento do suprimento insuficiente de leite decorrente de separação mãe-filho por doença materna ou do lactente, como em mães de recém-nascidos pré-termo em unidades de terapia intensiva neonatais.

Princípios básicos para a prescrição de galactagogos:

  • Antes de utilizar qualquer substância na tentativa de aumentar o suprimento de leite, avaliar com cuidado as técnicas de amamentação e o volume de leite materno.
  • Informar a nutriz sobre a eficácia, a segurança e o tempo de uso do galactagogo.
  • Avaliar as contraindicações do medicamento e informar à nutriz os possíveis efeitos adversos.
  • Observar o aumento ou não do volume de leite materno e o ganho ponderal do lactente.
  • Acompanhar a mãe e o lactente, observando a ocorrência de efeitos adversos.
  • A metoclopramida não deve ser utilizada por período maior que três semanas.
  1. INIBIDORES DA LACTAÇÃO

Algumas drogas são bem conhecidas por reduzirem a produção de leite. Como o crescimento do lactente está diretamente relacionado à síntese e ingestão do leite materno, o uso de qualquer uma dessas drogas pode representar risco de déficit ponderal, principalmente durante o período pós-parto imediato, época mais sensível para a supressão da lactação. Caso o uso de alguma dessas drogas seja inevitável, o profissional de saúde deve retardar ao máximo sua introdução (semanas ou meses) e prescrevê-la pelo menor tempo possível, além de monitorar o ganho ponderal do lactente.

As drogas com risco de redução da produção láctea são:

  • Álcool
  • Bromocriptina
  • Bupropiona
  • Cabergolina
  • Ergometrina
  • Ergotamina
  • Estrogênios, como o etinilestradiol
  • Levodopa
  • Lisurida
  • Modafinila
  • Nicotina
  • Pseudoefedrina
  • Testosterona

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Veja a íntegra do livro do Ministério da Saúde no endereço:

http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/amamentacao_drogas.pdf

Transtornos alimentares (anorexia e bulimia)

De uma forma geral, consideramos os transtornos alimentares como um conjunto de síndromes cuja característica central é a relação anormal do sujeito com sua alimentação. Dentre eles, a anorexia nervosa se caracteriza pela recusa à alimentação associada a uma alteração na percepção subjetiva da forma e do peso corporais, levando a uma preocupação absolutamente descabida com a possibilidade de ganho ponderal.

“Anorexia”, que remete a ausência de orexis, apetite, descreve, na clínica, um comportamento em que uma exagerada restrição alimentar é adotada no sentido de atingir-se um peso e uma forma corporal suficientemente magra segundo padrões que discordam do senso comum e das variáveis propostas pela medicina.

A anorexia e a bulimia são distúrbios alimentares dos quais o número de casos vem aumentando especialmente em adolescentes do sexo feminino e com boa condição socioeconômica e cultural.

Anorexia: é uma doença em que a menina se considera muito acima do peso e a sua ingestão alimentar reduz drasticamente.

A recusa é voluntária. Na fase inicial da doença não ocorre uma perda real do apetite. Mais tarde, o organismo pode acostumar-se com a pouca alimentação (risco).

O anoréxico pode morrer em estado de desnutrição. Desidratados, os pacientes sofrem perda de eletrólitos, principalmente potássio, fundamental para o funcionamento muscular e cardíaco.

Bulimia: é quando existe uma compulsão alimentar em que se come acima do que deveria e, em seguida, uma forma forçada de eliminar o que foi consumido através do vômito, laxantes, diuréticos e outros medicamentos.

Geralmente, a pessoa bulímica come sozinha e escondida, não se importando com o sabor da comida ou sua combinação. Após o episódio compulsivo, sente-se culpada e com certo mal estar físico em razão da quantidade excessiva de alimentos ingeridos, ocorrendo-lhe a ideia de induzir o vômito para não engordar. Este comportamento lhe traz satisfação e alívio momentâneos e assim ela pensa em ter descoberto a forma ideal de manter o peso sem restringir os alimentos que considera proibidos.

O bulímico pode evoluir para o óbito devido a métodos purgativos. Há pacientes que chegam a vomitar 15 ou 20 vezes por dia. Em consequência, pode ter desidratação e perda de eletrólitos.

Quais são os sintomas?

– Baixo peso

– Interrupção da menstruação

– IMC abaixo de 15 em crianças e adolescentes

– abuso de prática de exercícios físicos

– prisão de ventre e depressão.

Quais são as causas que motivam a anorexia e a bulimia?

Genética: se a mãe já passou por algum transtorno alimentar, é comum que a filha possa ter.

Cultural: influência do ideal de beleza de modelos magras que é divulgado pela mídia.

Hormonal: é comum que na adolescência que as garotas não se aceitem como são. Então, para ser bem aceita na escola, entre amigos e o namorado, acaba “aderindo” ao transtorno, na tentativa de emagrecer.

Elementos psicológicos: pode acontecer quando a menina/jovem passa por problemas pessoais, como separação dos pais, bullying e abuso sexual.

Como interferir?

O tratamento deve contar com uma equipe multiprofissional com intervenções medicamentosas, psicológicas e nutricionais. Alguns casos exigem hospitalização.

Ambas são doenças crônicas de difícil controle. É necessário o acompanhamento a longo prazo, e as recaídas são frequentes.

O diagnóstico e o tratamento precoce podem fazer toda a diferença entre o fracasso e o sucesso terapêutico.

ANOREXIA: DEFINIÇÃO, FREQÜÊNCIA, MORTALIDADE E A RESTAURAÇÃO DO PESO

Os critérios diagnósticos para a anorexia nervosa (AN) são: a manutenção do peso corporal abaixo de 85% do esperado para a altura e a idade, grande medo de engordar (ainda que o indivíduo esteja com baixo peso), alteração da imagem corporal e amenorréia em, no mínimo, três ciclos consecutivos.

Entre os transtornos alimentares (TA), representa o menos comum, porém o mais grave. Nos pacientes com a doença, as principais causas de morte são o suicídio e os efeitos diretos do jejum.

É uma patologia com relativa baixa prevalência (1% em alguns estudos nos Estados Unidos), incidindo, mais comumente, em mulheres com idades entre 15 a 29 anos; no entanto, sua mortalidade é alta.

Sullivan, em uma metanálise englobando 42 estudos sobre mortalidade na AN estimou que a mortalidade fosse de 5,6% por década desde o início da doença.

Cerca de 20% dos afetados apresentarão doença crônica com grave comprometimento na qualidade de vida e cerca de 30% a 40% terão recuperação completa com o tratamento. Em geral, os adolescentes, quanto mais precocemente forem tratados, melhor será a evolução.

Referência: MOREIRA, Luiza Amélia Cabus; OLIVEIRA, Irismar Reis de. Algumas questões éticas no tratamento da anorexia nervosa. J. bras. psiquiatr.,  Rio de Janeiro ,  v. 57, n. 3,   2008 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0047-20852008000300001&lng=en&nrm=iso>. access on  08  Mar.  2015.  http://dx.doi.org/10.1590/S0047-20852008000300001.

Insatisfação com a imagem corporal

Alimentos contaminados: risco de morte

Comida que mata
Organização lança, na próxima semana, campanha para melhorar a segurança da cadeia produtiva

Estima-se que mais de 2 milhões de pessoas, a maioria crianças, morram anualmente em decorrência dessas enfermidades, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Doenças provocadas por alimentos e água contaminados têm consequências devastadoras para a saúde e a economia de um país, independentemente do grau de desenvolvimento da nação.

A OMS alerta sobre a necessidade de promover ações internacionais que englobem toda cadeia de abastecimento de comida.

Embora as doenças de origem alimentar recebam pouca atenção, são um grave problema de saúde pública. Em conjunto, somam pelo menos 200 problemas, desencadeados por bactérias, parasitas, vírus e substâncias químicas.

No melhor dos casos, o paciente sofre apenas com náuseas e diarreia leve. Porém, podem surgir quadros mais graves, como insuficiência renal e hepática, distúrbios neurais, artrite reativa, câncer e até levar à morte.

A campanha da OMS chama-se “Do campo ao prato, torne os alimentos seguros”. Desde 2010, foram registrados pelo menos 582 milhões casos de 22 doenças entéricas transmitidas por produtos alimentícios — pouco mais de 40% eram crianças com menos de 5 anos.

No total, foram 351 mil mortes, a maior parte causada por Salmonella typhi (52 mil óbitos), Coli enteropatogênica (37 mil) e Norovírus (35 mil). E esses números ainda podem subir quando a análise for concluída — os resultados finais devem sair em outubro.

Sem fronteiras

Historicamente, doenças ligadas à alimentação são mais comuns no interior, onde a comida, por exemplo a carne, é produzida e consumida em casa.

Como nem sempre os animais são criados em condições ideais, acabam portando e transmitindo toxinas e vermes, sendo a Taenia solium, causadora da enfermidade conhecida como “solitária”, um deles. Porém, segundo a OMS, essa não é mais a regra.

Nas últimas décadas, os sistemas de produção e transporte de alimentos foram adaptados para funcionar em uma rede global. O lado ruim do processo é que os agentes causadores de doenças podem entrar na cadeia de abastecimento. Para a entidade de saúde, a globalização da distribuição aumenta a probabilidade de as doenças atravessarem fronteiras nacionais.

Um exemplo disso ocorreu em São Paulo, em 2005, quando o município registrou um surto de difilobotríase, enfermidade transmitida por um parasita de peixes. Os casos foram registrados em 20 pessoas que comeram sushi e sashimi em restaurantes da cidade.

A suspeita incidiu sobre o salmão, que, com o robalo, é o principal hospedeiro do verme causador da doença, o Diphyllobothrium spp. Hoje, assim como há 10 anos, praticamente todo salmão consumido no Brasil é importado do Chile. Outro caso foi um surto de febre aftosa na Inglaterra que chegou à França e, depois, se espalhou pela Europa em 2000.

“Um problema de segurança alimentar local pode rapidamente se tornar uma emergência internacional”, diz Margaret Chan, diretora-geral da OMS, acrescentando que a investigação de surtos de doenças transmitidas por alimentos é muito mais complicada quando um pacote de comida contém ingredientes de vários países. “Muitas vezes, é preciso uma crise para que a consciência coletiva seja agitada, e uma medida séria seja tomada”, completa Kazuaki Miyagishima, diretor do Departamento de Segurança dos Alimentos e Zoonoses da OMS.

Salmonela

Embora os alimentos industrializados sejam submetidos a criteriosos processos de fabricação, eles continuam suscetíveis à contaminação, especialmente por bactérias. A salmonela é uma das mais recorrentes. Em 2013, nos Estados Unidos, cerca de 250 pessoas de 18 estados adoeceram após consumirem frango infestado pelo micro-organismo. O mesmo ocorreu na Holanda, no ano anterior, com 950 doentes e três mortos. No Brasil, 18% dos casos de doenças provocados por comidas registrados entre 2000 e 2014 foram devidos à salmonela.
Henrique Marconi Sampaio Pinhati, infectologista da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, explica que essa bactéria está presente em produtos mal processados, especialmente o ovo. “O caipira pode vir sujo com as fezes da galinha, por isso é importante limpá-lo antes de colocar na geladeira. A bactéria também pode vir dentro do próprio ovo, que deve passar por uma boa cocção (cozimento) antes de ser consumido”, explica Pinhati, também presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, regional do Distrito Federal.

Ele explica que, além das bactérias, há o perigo imposto pelos vírus. Os norovírus são mais comuns entre adultos, causando febre alta durante dois ou três dias. “A grande questão é que o médico confunde isso com infecção bacteriana. É a tal virose com que as crianças sofrem tanto”, diz, notando que, entre os pequenos, o adenovírus é o grande causador das doenças de diagnóstico confuso.

Prejuízos

 Os alimentos não seguros também representam grandes riscos econômicos. Em 2011, um surto de E. coli na Alemanha causou perdas de US$ 1,3 bilhão para os agricultores e indústrias e exigiu mais US$ 236 milhões para ajuda humanitária, pagos por 22 países da União Europeia.

Na campanha que está lançando, a OMS ressalta que situações de emergência como essa podem ser evitadas com o desenvolvimento de sistemas que auxiliem os governos a arquitetarem ações públicas para conter as contaminações químicas ou microbiológicas.

A organização também ressalta que o consumidor, parte final da cadeia de abastecimento, desempenha um papel importante na promoção da segurança alimentar, adotando hábitos higiênicos, especialmente na hora de cozinhar certos alimentos, como carnes.

http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2015/04/07/noticia_saudeplena,152858/alimentos-contaminados-ja-mataram-351-mil-pessoas-nesta-decada-aponta.shtml

Manter a limpeza

Lavar bem as mãos antes de cozinhar é essencial. Além disso, para garantir a limpeza dos vegetais, como verduras, frutas e legumes, é preciso lavá-los para retirar as sujeiras e deixá-los de molho por 30 minutos em uma solução com hipoclorito de sódio.

“Muita gente acha que o vinagre faz a desinfecção e isso é um erro. O vinagre só ajuda as partículas maiores a sedimentarem na água, mas não mata os micro-organismos mais nocivos à saúde”, diz Nídia Pucci, nutricionista do Hospital 9 de Julho.

Não misturar alimentos crus e cozidos

Carnes cruas ou vegetais crus ainda não lavados não devem ser misturados com alimentos cozidos, prontos para consumo. De acordo com Nídia, todo alimento tem bactérias, mas enquanto os cozidos têm uma quantidade de bactérias não patogênicas, os crus podem ter bactérias que provocam doenças.

A nutricionista explica que recorrer aos mesmos utensílios para preparar carnes cruas e outros alimentos pode gerar uma contaminação cruzada. “As bactérias que são do frango cru, por exemplo, podem passar para uma verdura. Por isso deve-se preparar um de cada vez e lavar a tábua e a faca antes de preparar o próximo alimento.”

Outra dica é evitar a tábua de madeira, já que ela torna mais difícil a limpeza e eliminação de possíveis bactérias. A tábua de acrílico é uma opção mais segura.

Cozinhar bem para matar micro-organismos

O cozimento em temperaturas acima de 100ºC é capaz de matar bactérias patogênicas. Para evitar contaminações, o ideal é evitar o consumo de carnes cruas ou mal passadas ou ovos com gema mole. Nídia lembra que a recomendação vale especialmente para gestantes e idosos, mais vulneráveis a esse tipo de infecção.

De acordo com a OMS, os microorganismos presentes em comidas que mais provocaram mortes em 2010 foram as bactérias Salmonella typhi, que levou a 52 mil mortes e a E. coli, responsável por 37 mil mortes, além do norovírus, causador de 35 mil mortes.

Manter temperaturas seguras

Para prevenir o crescimento de micro-organismos, é importante observar a temperatura de armazenamento dos alimentos. O ideal é mantê-los em uma temperatura menor do que 5ºC ou maior do que 60ºC. A nutricionista observa que é importante ficar atento à regulação da geladeira em casa: no verão, ela deve ser ajustada para trabalhar com uma potência maior.

Usar água e alimentos crus seguros

Na hora de comprar os produtos, é preciso ter cuidados especiais, segundo Nídia. No caso de carnes, frios e laticínios, o consumidor deve observar a temperatura da geladeira do mercado. No caso de alimentos congelados, a presença de pedras de gelo soltas dentro da embalagem pode indicar que o alimento descongelou e voltou a ser congelado, o que não é seguro.

“Carnes com coloração marrom ou acinzentada e frios com coloração esbranquiçada podem indicar que, mesmo estando dentro de prazo de validade, o resfriamento pode não ter sido adequado”, diz a especialista.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/04/comida-contaminada-levou-351-mil-mortes-em-2010-diz-relatorio-da-oms.html

15 alimentos que as crianças não devem consumir

Risco de engasgo, ausência de valor nutricional e até incompatibilidade com vacinas são alguns motivos para os pais ficarem de olho no que os filhos estão comendo.

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A introdução de alimentos diferentes do leite materno na dieta do bebê, após os seis meses de idade. Por motivos que vão do risco de engasgo à incompatibilidade com vacinas, alguns produtos são verdadeiros vilões dos cardápios das crianças.

Ao identificá-los, é preciso manter os filhos afastados deles. “Sempre explicamos para os pais que tais alimentos devem ser evitados, e não proibidos, porque a proibição aumenta a vontade do consumo”, aconselha Virgínia Weffort, presidente do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Mesmo no caso dos liberados, como carnes brancas (aves em geral e peixes sem espinha), há que se tomar cuidado no preparo.

“Alimentos mal cozidos podem causar intoxicação alimentar. Tenha a certeza de que a parte interna das carnes esteja bem cozida antes de servi-las às crianças”, alerta Elisa Maria de Aquino Lacerda, professora adjunta de nutrição materno-infantil do Instituto de Nutrição Josué de Castro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Além disso, estimular o hábito de comer bem e de se manter afastado daquilo que é pouco relevante para a saúde é um legado que os pequenos carregarão por toda a vida, como afirma Isa Maria de Gouvêia Jorge, nutricionista da Divisão de Creches da Coordenadoria de Assistência Social da Universidade de São Paulo: “Os alimentos que a criança come até os quatro anos são determinantes para seu padrão alimentar adulto.”

As três especialistas apontam os principais alimentos a serem evitados, o motivo da restrição e a partir de que idade a criança pode começar a consumi-los. Confira:

Amendoim, castanhas, nozes e demais oleaginosas

Podem conter o fungo aflatoxina, que causa danos ao fígado. Além disso, há o risco de causar engasgos e sufocamento, devido ao tamanho e ao formato. Não deixe a criança comer até os quatro anos de idade.

Azeitonas com caroço

Podem causar engasgos e sufocamento. Evite até os quatro anos de idade.

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Balas

Não têm valor nutricional e, em muitos casos, são açúcar puro, podendo causar obesidade e cáries dentárias. Também podem causar engasgos sérios e sufocamentos. O consumo deve ser evitado até os dois anos. Depois disso, permitir o acesso com moderação.

Biscoitos com recheio

Ricas em gorduras, açúcares e sódio, não têm quantidade relevante de vitaminas e minerais.

Bolos prontos com recheio ou cobertura

Ricos em gorduras trans e/ou saturadas e em açúcares, não acrescentam na nutrição infantil. Evite que a criança coma até completar um ano.

Clara do ovo

Pode desenvolver alergia e merece cuidados quanto à vacinação, já que muitas vacinas têm em sua composição a clara do ovo (sob o nome de “albumina”).

Frutos do mar

Até o primeiro ano, podem causar reações cutâneas semelhantes a alergias nas crianças. Evite, portanto, nos 12 primeiros meses de vida de seu filho.

Macarrão instantâneo

Com excesso de sódio em sua composição, pode produzir alterações no metabolismo infantil. Os pais devem evitar servi-lo para as crianças durante o primeiro ano.

Maionese

Na maioria dos casos, é uma fonte de gordura exclusivamente, sem valor nutricional nenhum. Deve ser evitada até o segundo ano de vida da criança, com consumo moderado depois disso.

Mel

Pode estar contaminado com esporos da bactéria Clostridium botulinum, que produz uma toxina causadora do botulismo (doença que causa paralisia no tronco, braços, pernas e sistema respiratório). O organismo humano só desenvolve uma barreira contra ela na flora intestinal depois que a criança completa um ano de idade. Logo, não dê mel para seu filho até o primeiro aniversário.

Peixes com espinhas

Por mais cuidado que os pais tenham ao tirar as espinhas antes de colocar o peixe no prato da criança, alguma parte pode sobrar e levar ao engasgo e até ao sufocamento infantil. Não deve estar no cardápio até os quatro anos.

Pipoca

Pode causar engasgos sérios. Os pequenos não devem comer pipoca até os quatro anos.

Refrigerantes

Além de não terem valor nutricional nenhum, trazem sódio, gorduras e açúcares em excesso na sua composição. Podem causar obesidade e cáries dentárias. Evite até a criança completar dois anos. Depois disso, permita o consumo com moderação.

Salgadinhos industrializados

O excesso de sódio na composição pode levar a alterações no metabolismo infantil. Também têm mais gorduras do que o recomendado para a dieta das crianças. Dependendo do formato, podem fazer a criança engasgar. Evite até os dois anos.

Salsicha

Além de ser um embutido e ter conservantes demais, o que não é saudável para o organismo sensível das crianças, é uma grande causadora de engasgos e sufocamento, seja servida inteira ou em rodelas. Evite até os quatro anos de idade.

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Raquel Paulino

http://delas.ig.com.br/filhos/2013-04-04/alimentos-que-as-criancas-nao-devem-consumir.html

Alergia alimentar

Alergia Alimentar
Abordagem prática
Wellington G. Borges e Departamento de Alergia e Imunologia
Sociedade Brasileira de Pediatria

Conceito
Alergia alimentar é uma entidade clínica resultante de reações imunológicas após a ingestão de proteínas alimentares, em indivíduos previamente sensibilizados. Ocorre em cerca de 8% das crianças1.

Causas
Os alimentos mais freqüentemente envolvidos são o leite de vaca, ovo, trigo e soja, sendo responsáveis por cerca de 90% dos casos2.

A maioria das reações ocorre devido à sensibilização a apenas um ou dois alimentos. Pacientes portadores de alergia a três ou mais alimentos diferentes são menos frequentes2.

A lactose, por ser um carboidrato, não provoca alergia e sim intolerância, por deficiência da enzima de –lactase.

O número de aditivos alimentares (incluídos os corantes) implicados em reações alérgicas é muito pequeno3.

Manifestações Clínicas
Baseando-se na classificação de Gell & Coombs, há três tipos de manifestações1:
1. Mediadas por IgE ou imediatas, que ocorrem dentro de minutos até 2 horas após a ingestão do alimento. As manifestações incluem urticária e angioedema, hipersensibilidade gastrointestinal imediata, síndrome oral alérgica e anafilaxia. São as formas mais comuns de alergia alimentar1.
2. Não-mediadas por IgE ou tardias, que surgem horas após ingerir o alimento. As manifestações são doença celíaca, enteropatia induzida por proteína, dermatite herpetiforme e síndrome de Heiner.
3. Mistas, cujas manifestações são dermatite atópica, esofagite eosinofílica, gastrite e enterocolite eosinofílicas e asma.

Descrição das manifestações clínicas

As manifestações cutâneas e gastrointestinais são as mais frequentes4.

Urticária é caracterizada por eritema, pápulas e prurido cutâneos. O angioedema é o mesmo fenômeno da urticária, porém acometendo a derme, levando ao edema de pálpebras, lábios, língua, bolsa escrotal e de mãos e pés. A dermatite atópica é a manifestação alérgica mais pruriginosa, podendo levar a escoriações e assumindo uma distribuição característica em flexuras, nos pacientes maiores.

A síndrome oral alérgica é de início rápido, com prurido e desconforto nos lábios, língua e orofaringe, podendo haver sensação de aperto na garganta e angioedema.

Alguns pacientes apresentam vômitos de início súbito, bem como diarreia e dor abdominal.

A alergia alimentar é responsável por 50% dos casos de anafilaxia, com hipotensão arterial, arritmia cardíaca e comprometimento respiratório. Anafilaxia associada ao exercício ocorre com a realização de exercício físico 2 a 4 horas após a ingestão do alimento causal. Durante o repouso, o mesmo alimento não causa sintoma algum5.
Asma é rara como manifestação isolada de alergia alimentar. Geralmente, acompanha sintomas cutâneos e gastrointestinais4.
Vários estudos já foram publicados tentando associar otite média recorrente ou sintomas nasais crônicos com a sensibilidade a alimentos. Entretanto, ainda não dispomos de trabalhos de qualidade que deem sustentação para esta associação.2

A cólica afeta 40% dos lactentes, mas apenas 5% podem ter sua etiologia determinada. O papel do alimento como causador de cólicas é controverso. O tratamento de lactentes com cólica, utilizando fórmulas hipoalergênicas, apresentou resultados pobres6.

A enteropatia induzida pelo leite de vaca apresenta-se com vômitos, diarreia, malabsorção e redução do ganho ponderoestatural. A perda de proteínas pode ser evidenciada pela excreção fecal aumentada de alfa 1 anti-tripsina.

A proctocolite alérgica apresenta-se com diarreia leve e sangramento retal, porém com preservação do estado geral. Afeta lactentes exclusivamente com leite materno ou em uso de fórmulas lácteas e pode surgir nos primeiros dias de vida.
Há controvérsias quanto ao papel da alergia alimentar na constipação intestinal.

Diagnóstico

HISTÓRIA CLÍNICA

A história clínica tem baixo poder de resolução diagnóstica. Deve-se questionar:

a. Qual alimento é suspeito de provocar a reação;
b. O intervalo entre a ingestão do alimento e o surgimento dos sintomas;
c. Quais foram os sintomas;
d. Se os sintomas ocorrem sempre que o alimento é ingerido;
e. Se há melhora ou desaparecimento dos sintomas após a suspensão do alimento suspeito;
f. Se há re-surgimento dos sintomas após a re-introdução (acidental ou provocada) do alimento suspeito.

A descrição dos sintomas deve ser compatível com as manifestações de alergia alimentar, descritas anteriormente.
O exame físico é útil para caracterizar as manifestações tipicamente alérgicas.

TESTES CUTÂNEOS
Os testes cutâneos imediatos devem ser realizados por alergista. Isoladamente não confirmam o diagnóstico. Apenas detectam a presença de anticorpos IgE específicos para os alimentos testados, demonstrando sensibilização.
Devem ser testados apenas os alimentos suspeitos. Painéis de testes com inúmeros alimentos não devem ser realizados. A positividade do teste cutâneo pode persistir por muito tempo após o desaparecimento do quadro clínico.
Os testes cutâneos de contato com alimentos têm a finalidade de investigar as reações tardias, mediadas por células T. Serão necessários mais estudos controlados, utilizando esse método, para se estabelecer sua aplicabilidade7.

DOSAGEM DE IGE ESPECÍFICA
Os testes in vitro (Unicap®) servem para dosar a IgE específica para os alimentos suspeitos. Também não têm valor diagnóstico, apenas demonstram se o paciente tem IgE específica para determinado alimento.
Painéis de testes para inúmeros alimentos não devem ser realizados, pois pode haver resultados positivos que não se relacionam às manifestações clínicas.

DIETA DE EXCLUSÃO
Frente uma história e exame físico sugestivos de alergia alimentar, deve ser realizada dieta de exclusão do alimento suspeito. A dieta de exclusão deve ser realizada com número limitado de alimentos (1 a 3) e de acordo com a história clínica.
Após duas a seis semanas de exclusão, os sintomas devem desaparecer. Se os sintomas desaparecerem, um teste de provocação oral deve ser feito para se confirmar o diagnóstico.3

Atenção! Crianças não devem ser submetidas a dietas de exclusão prolongadas sem provocação oral que confirmem, definitivamente, que as manifestações clínicas foram provocadas pelo alimento excluído. Para crianças exclusivamente alimentadas com leite materno, deve-se suspeitar de sensibilização através do leite materno. Nestes casos a mãe deve submeter-se à dieta de exclusão do alimento suspeito.
TESTES DE PROVOCAÇÃO ORAL

Uma vez que os sintomas e sinais desaparecem após a exclusão do alimento suspeito, faz-se a provocação oral administrando o mesmo alimento ao paciente. O teste é considerado positivo se os sintomas ressurgem, tal como eram antes da eliminação do alimento da dieta.

Os testes de provocação oral são padrão-ouro para comprovação diagnóstica. Também são úteis para se constatar se o paciente já se tornou tolerante ao alimento. São contra-indicados quando há história recente de reação anafilática grave e devem ser realizados em ambiente hospitalar.

ENDOSCOPIA E BIÓPSIA

São úteis para avaliar pacientes com manifestações não mediadas por IgE.

Tratamento

A forma mais eficaz de tratamento de alergia alimentar é excluir totalmente da dieta do paciente o alimento identificado. Até o momento, não se aplicam vacinas orais para tratamento de alergia alimentar.
Fórmulas lácteas extensamente hidrolisadas devem substituir o leite de vaca. As fórmulas hipoalergênicas (HA) não são isentas de alérgenos, sendo passíveis de provocar reações em indivíduos sensibilizados.
Fórmulas de soja são freqüentemente utilizadas como substitutas de fórmulas do leite de vaca, porém não são adequadas para menores de seis meses de idade.

Noventa por cento dos pacientes alérgicos ao leite de vaca toleram muito bem a carne bovina.
A hipersensibilidade alimentar pode desaparecer com a idade, mesmo nos casos de reações graves1. Deve-se tentar re-introduzir o alimento a cada 6 a 12 meses de dieta de exclusão, para verificar se o paciente já desenvolveu tolerância.

Cuidado: Dietas de exclusão múltiplas e prolongadas podem acarretar problemas nutricionais sérios.

Crianças com histórico de anafilaxia devem ter epinefrina auto-injetável sempre à disposição.
Anti-histamínicos são úteis apenas para diminuir o prurido da urticária e dermatite atópica. Eles não são capazes de impedir uma reação a um alimento. O mesmo ocorre com os corticosteróides.
Ainda não dispomos de pesquisas avaliando o risco dos alimentos geneticamente modificados (transgênicos).

Prevenção

Dietas de exclusão alimentar durante a gestação não se mostraram eficientes na prevenção da doença alérgica do lactente de risco para atopia. Denomina-se lactente de risco aquele com parentes de primeiro grau atópicos (pais ou irmãos).
O aleitamento materno deve ser exclusivo até os seis meses. Após este período, os alimentos apropriados para a faixa etária podem ser introduzidos, de maneira gradativa, como para qualquer outro lactente.
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Quando encaminhar para o alergista
a. Quando houver falhas ao tratamento instituído.
b. Quando houver história de anafilaxia ou internação.
c. Quando houver necessidade de testes alérgicos, para esclarecimento diagnóstico e orientação.
d. Para realização dos testes de provocação oral.
Referências
1. Sampson HA. Update on food allergy. J Allergy Clin Immunol 2004;113:805-19.
2. Sampson HA, Scanlon SM. Natural history of food hypersensitivity in children with atopic dermatitis. J Pediatr. 1989 Jul;115(1):23-7.
3. Fuglsang G, Madsen C, Saval P, Osterballe O. Prevalence of intolerance to food additives among Danish school children. Pediatr Allergy Immunol. 1993 Aug;4(3):123-9.
4. Bock SA, Atkins FM. Patterns of food hypersensitivity during sixteen years of double-blind, placebo-controlled food challenges. J Pediatr 1990;117:561-7.
5. Castells MC, Horan RF, Sheffer AL. Exercise-induced Anaphylaxis. Curr Allergy Asthma Rep. 2003 Jan;3(1):15-21.
6. Castro-Rodríguez JA, Stern DA, Halonen M, Wright AL, Holberg CJ, Taussig LM, Martinez FD. Relation between infantile colic and asthma/atopy: a prospective study in an unselected population. Pediatrics. 2001 Oct;108(4):878-82.
7. Roehr CC, Reibel S, Ziegert M, Sommerfeld C, Wahn U, Niggemann B. Atopy patch tests, together with determination of specific IgE levels, reduce the need for oral food challenges in children with atopic dermatitis. J Allergy Clin Immunol. 2001 Mar;107(3):548-53.
Leitura recomendada
1. Burks W. Current understanding of food allergy. Ann NY Acad Sci 2002;964:1-12.
2. Heine RG, Elsayed S, Hosking CS, Hill DJ. Cow´s milk allergy in infancy. Curr Opin Allergy Clin Immunol 2002;2:217-25.
3. James JM. Food allergy and the respiratory tract. Curr Allergy Rep. 2001;1(1):54-60.
4. Sampson HA. Food allergy. Part 1: immunopathogenesis and clinical disorders. J Allergy Clin Immunol. 1999;103(5 Pt 1):717-28.
5. Sampson HA. Food allergy. Part 2: diagnosis and management. J Allergy Clin Immunol. 1999;103(6):981-9.
6. Sicherer SH, Sampson HA. Food allergy. J Allergy Clin Immunol. 2006 Feb;117(2 Suppl Mini-Primer):S470-5. Review.
7. Burns DAR e Borges WG. Reações Adversas a Alimentos e Aditivos Alimentares. In: Lopez FA e Campos Jr D. Tratado de Pediatria. 2ª Ed. Seção 10. Capítulo 9, pg 591-9. Barueri, SP: Manole, 2010.
1. Dieta de exclusão para eliminar os sintomas.
2. Reintroduzir o alimento para verificar se os sintomas são reproduzidos.
3. Se os sintomas re-aparecem, excluir o alimento por três meses.
4. Após este intervalo, re-administrar o alimento novamente, para verificar o re-surgimento dos sintomas.
5. Se os sintomas retornam, suspender o alimento da dieta e encaminhar o paciente para o alergista.

Rótulos de alimentos: atenção!

Corante 1

Dados recentes do Ministério da Saúde demonstram que 70% das pessoas consultam os rótulos dos alimentos no momento da compra. Porém, mais da metade não entende o significado correto das informações.

O objetivo maior é estimular que você e a sua família interpretem de forma correta as informações disponibilizadas nos rótulos dos alimentos e saibamos mais sobre o que comemos.

Os dois pontos mais analisados na rotulagem pelos consumidores são: tabela nutricional e alegações de saúde contidas nos rótulos.

O que significam os itens da Tabela Nutricional dos rótulos?

Valor energético: é a energia produzida pelo nosso corpo proveniente dos carboidratos, proteínas e gorduras totais;

Carboidratos: são os componentes dos alimentos cuja principal função é fornecer energia para as células do corpo, principalmente do cérebro;

Proteínas: são componentes dos alimentos necessários para a construção e manutenção dos nossos órgãos e tecidos;

Gorduras totais: são as principais fontes de energia do corpo. Ajudam na absorção das vitaminas A, D, E e K (lipossolúveis). As gorduras totais referem-se à soma de todos os tipos de gorduras, tanto de origem animal quanto de origem vegetal;

– gorduras saturadas: tipo de gordura presente em alimentos de origem animal. O consumo desse tipo de gordura deve ser moderado porque, quando consumido em grandes quantidades, pode aumentar o risco de desenvolvimento de doenças do coração;

– gorduras trans (ou ácidos graxos trans): gorduras encontradas em grandes quantidades nos alimentos industrializados. O consumo desse tipo de gordura deve ser muito reduzido, considerando que pode ser prejudicial ao organismo (não necessita dela) Quando consumida em grande quantidade pode aumentar os riscos de desenvolvimento de doenças do coração entre outras;

Fibra alimentar: está presente em alimentos de origem vegetal. A ingestão de fibras auxilia no funcionamento do intestino;

Sódio: presente no sal de cozinha e nos alimentos industrializados. Deve ser consumido com moderação (no máximo, em pessoas saudáveis: 5g por dia), uma vez que o seu consumo em excesso pode levar ao aumento da pressão arterial.

Vitaminas: são indispensáveis ao bom funcionamento do organismo, por isso são chamadas de substâncias reguladoras. A falta na alimentação (ou sua quantidade insuficiente) pode nos levar a adoecer. Vegetais, como verduras e frutas são ótimas fontes de vitaminas.

Alegação de saúde nos rótulos: atenção às informações nutricionais, tais como: “baixo teor de gordura”, “baixo teor de sódio”, “fonte de fibras”, “livre de gordura trans”, etc. Essas alegações são utilizadas para apresentar os produtos como contendo propriedades benéficas adicionais de nutrição.

As informações nas embalagens dos alimentos são regulamentadas pela legislação, devem ser honestas e fundamentadas com provas científicas.

Curiosidade:

Ao consultar a lista de ingredientes de um determinado alimento saiba que eles estão em ordem de quantidade. Por exemplo, o primeiro ingrediente citado da lista é aquele que possui maior quantidade quando comparado com os demais ingredientes.

Os corantes podem causar alergia (urticária), asma (bronquite), problemas neurológicos, gastrointestinais e até choque anafilático.

Na hora da refeição todos gostam de uma comida gostosa, bonita e colorida. Nem tudo o que salta aos olhos faz bem para a saúde, principalmente o colorido “demais”.

É preciso ter cuidado, pois para chamar a atenção do consumidor, as indústrias usam corantes que deixam os alimentos mais bonitos de se ver, alguns desses corantes são extraídos até de insetos.

Alimentos e bebidas que vendem mais nem sempre são os mais saudáveis. Isso porque, na hora de comprar, o consumidor leva em conta a aparência do produto. “Se estiver feio, eu não vou levar”, revela um jovem.

E para realçar o visual das mercadorias, as indústrias de alimentos investem nos corantes. “Parece que é mais gostoso. Dá essa impressão”, aponta uma senhora.

Um supermercado chegou a oferecer salsicha sem corante, mas não conseguiu vender nenhuma. É visível a diferença de cor entre a que tem e a que não tem corante. “O produto fica com uma apresentação feia sem o corante, e o consumidor acaba não comprando”, afirma o gerente do supermercado Roberto Dias.

Para colorir os produtos, as indústrias utilizam até insetos. A cochonilha, uma praga das lavouras, vira corante natural para iogurtes. “Apesar de ele ser retirado de um inseto, ele é um corante puro, não acarreta risco ao seu uso e tem uma característica bastante importante. Ele é um corante bastante estável, diferente de vários outros corantes naturais que se degradam rapidamente”, diz o químico Paulo Carvalho, do Instituto de Tecnologia de Alimentos.

E os corantes artificiais também costumam passar despercebidos. Não é para menos. Nas embalagens, as letras são bem pequenas. “Eu tenho aqui o vermelho, que ele coloca vermelho 40. Então, ele é bem artificial. Como é que o leigo vai poder identificar esse tipo de corante, se é o melhor para o filho dela, para ela consumir”, afirma a nutricionista Roseli Rossi.

Os produtos que mais tem corantes artificiais são justamente aqueles muito consumidos pelas crianças: balas, doces refrigerantes. E os pais devem estar atentos, porque os corantes podem provocar problemas de saúde.

“Bronquite, problemas neurológicos, como déficit de atenção nas crianças, depressão, problemas de hiperatividade, distúrbios gástricos até chegar, inclusive, a um choque anafilático. O melhor mesmo seria a gente ir para a feira, comprar frutas, que sairiam muito mais barato e fazer o nosso próprio suco em casa que, com certeza, iríamos consumir muito mais vitaminas, minerais, deixando de consumir todas essas substâncias tóxicas que o nosso organismo não foi preparado para absorver, metabolizar e aproveitar”, diz a nutricionista Roseli Rossi.

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2010/11/corantes-utilizados-nos-alimentos-podem-ser-um-risco-para-saude.html