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Cólicas do lactente

1400003620_recem_nascidoDepartamento de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria

A cólica do bebê é transitória e aparece geralmente na segunda semana de vida, acabando em torno do quarto mês, em uma criança saudável.

A cólica pode durar até três horas por dia e normalmente acontece no final da tarde ou à noite. Além do choro, o bebê fica irritado e agitado.

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Como diferenciar o choro por cólica do choro de fome

O bebê chora por diversas razões: fome, frio, sono, calor, dor, incômodos por fralda molhada ou apertada ou até porque quer aconchego e carinho.

Com o tempo, a mãe vai aprendendo a identificar o motivo de choro do seu bebê. No entanto, a criança que chora por fome se acalma assim que mama. Isso não acontece quando o choro é por cólica.

Como evitar as cólicas

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Tente manter a calma e lembre-se de que as cólicas acontecem em um bebê saudável e que vão passar em poucos meses.

A ansiedade da mãe não ajuda a acabar com a cólica, mas algumas ações podem amenizar a dor:

  1.  um ambiente tranquilo e uma música suave ajudam a relaxar mãe e filho;
  2.  um banho morno também ajuda a descontrair;
  3.  movimentos nas pernas do bebê, como “pedalar no ar” podem auxiliar a eliminar o excesso de gases;
  4.  massagem na barriguinha do bebê, sempre no sentido horário, mobiliza os gases;
  5.  compressas mornas na barriguinha com toalhas felpudas passadas a ferro têm efeito analgésico (teste antes o calor da toalha em sua própria face).

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Muita calma nessa hora

Porém, o mais importante é ter paciência para acalmar o bebê, aconchegando-o no colo, barriga com barriga, ou apoiado de bruços na extensão do antebraço dos pais.

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Nada de chás

Oferecer chá ao bebê não acaba com a cólica e pode prejudicar a amamentação. Remédios têm pouca eficácia.

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A cólica é um dos principais motivos do oferecimento de chás para lactentes.

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Sabe-se que a introdução dessa prática é fator de risco importante para o desmame precoce, e para que essa conduta seja efetiva, é necessária a ingestão de grandes volumes, o que pode comprometer seriamente a nutrição da criança.

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A introdução de chás está também associada com quadros diarreicos. Esses fatores aumentam o risco de morbimortalidade nessa faixa etária.

Relação entre cólica e dieta materna

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As causas das cólicas do primeiro trimestre não são bem conhecidas, mas parecem ter relação com uma relativa imaturidade do bebê; e vão melhorar com seu crescimento, sem deixar sequelas.

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A alimentação materna como possível causa da cólica ainda é controversa.

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A cólica pode ocorrer tanto em bebês amamentados no seio quanto naqueles amamentados com leite de vaca (fórmulas).

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Entretanto, existe a possibilidade de alguns alimentos (leite de vaca, soja, trigo, nozes) passarem para o leite materno e provocarem cólicas.

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No entanto, esses alimentos só devem ser retirados da dieta da mamãe caso as cólicas estiverem associadas com outros sintomas gastrintestinais que indiquem alergia alimentar, como a presença de rajas de sangue nas fezes do bebê.

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Ao primeiro sinal de sangue nas fezes do bebê, seu pediatra deve ser consultado.

Lembre-se, o ideal é prolongar ao máximo o aleitamento materno porque o leite de vaca tem alto poder de causar alergia.

Choro primário excessivo

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A denominação cólica do lactente tem caído em desuso, propondo-se o termo choro primário excessivo. Pesquisas confirmam que a cólica costuma iniciar após a segunda semana de vida e se caracteriza por choro de forte intensidade, repentino, que se repete todos os dias em determinados horários, principalmente ao entardecer.

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Definição 

Do ponto de vista fisiológico, a cólica possui definição clínica consagrada pela literatura, que a descreve como paroxismos de irritabilidade, agitação ou choro, durante pelo menos três horas por dia, em crianças saudáveis.

Emocional ou incoordenação do SNA?

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Durante um episódio de cólica é reconhecido como característica comum nos lactentes um choro profundo e intenso, de longa duração e que não cede apesar de todos os esforços de consolo. Pode ocorrer devido à incoordenação do sistema nervoso autônomo. Porém a origem emocional é mais frequente do que a gastrintestinal.

Outras possíveis causas

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Outras teorias aplicadas como causa da cólica do lactente são: por imaturidade do sistema digestivo, já que o alimento acelera o funcionamento intestinal provocando espasmos; pelo sistema nervoso imaturo e sensível; por espasmos do cólon; por alergia a proteína do leite materno ou à fórmula infantil; por alimentos ingeridos pela própria mãe ou adicionados à mamadeira (ricos em Fe+3, proteínas do leite, leite em pó, chocolates, laticínios, pepino, pimentão, condimentados, etc.), que podem fermentar no intestino do recém-nascido (RN) e provocar a formação de gases; pela ansiedade dos pais e tensão no domicílio; e pela deglutição de ar causada pelo mau posicionamento do RN durante a alimentação.

Dor muscular e aerofagia

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Uma das investigações que defende a cólica do lactente como uma síndrome de dor devido ao sugar a mamadeira ou o mamilo, afirma ainda que a alimentação é, para o lactente, pesada carga de trabalho para os músculos mastigatórios.

A hipótese explica o choro como sendo causado pela dor muscular e consequente aerofagia que, porém, com o desenvolvimento da criança e o aumento da força muscular a dor se desvanece.

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A cólica acontece quando o alimento ingerido não consegue atingir o seu destino como produto final da digestão, devido à retenção em algum ponto do intestino.

Quando isto ocorre, as bactérias da flora intestinal normal agem sobre a lactose, gerando os gases. As partículas desses gases gerados fazem pressão nas alças intestinais provocando a dor e alterando o peristaltismo.

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Normalmente, os movimentos peristálticos promovem a digestão. Porém, como estão alterados, impedem o fluxo normal do bolo alimentar.

A formação de gases continuará ocorrendo até que outro evento, como administração de fármacos, interrompa o ciclo, recupere a harmonia dos movimentos peristálticos e elimine os gases, permitindo o progresso da digestão.

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Sem motivo aparente

Na prática, a cólica é frequentemente caracterizada apenas pelo choro sem motivo aparente. Acontece que o choro é uma ferramenta normal de comunicação usada pelo lactente nos seus primeiros meses de vida.

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O choro é uma das primeiras formas do recém-nascido comunicar-se e solicitar ajuda. Ele pode chorar pelos mais variados motivos e muitas, vezes os pais principalmente quando é o primeiro filho ficam tensos e preocupados.

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Com isso, é importante salientar a importância da paciência, calma e muito carinho dos pais nesse momento para que eles possam reconhecer quando um choro é sinal de dor ou apenas um pedido de atenção.

Desajuste

 

Do ponto de vista psicológico é referido que a cólica seja indicadora do desajuste no relacionamento mãe-bebê, sendo o corpo utilizado como meio de expressão desse desconforto. O problema chega a um ponto crucial quando a cólica induz a sensação de incompetência dos pais e discórdia entre o casal.

Escolaridade materna X Cólica do lactente

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Um estudo para a identificação dos determinantes da cólica do lactente analisou as características de nascimento, tipo de alimentação, atividades enzimáticas fecais da criança, tabagismo nutrição e estado psicológico materno, vínculo mãe-filho, estrutura familiar e apoio social para a mãe. Obtiveram como resultados o fato de que os lactentes com cólica apresentaram maiores proporções de mães com baixa escolaridade, fumantes e a presença de violência doméstica em seus contextos.

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É descrito que a cólica do lactente se apresenta como um problema recorrente nos primeiros meses de vida e que causa considerável sofrimento para os pais e membros da equipe de saúde. Apesar do vasto tempo de pesquisa, a patogênese desse estímulo doloroso ainda não é completamente compreendida e os tratamentos existentes permanecem uma questão em aberto.

Aerofagia (deglutição de ar ao beber ou comer)

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A aerofagia devido à avidez da criança em sugar o seio materno ou o orifício maior no bico da mamadeira ou ainda o uso intenso de chupeta pode desencadear a cólica no lactente.

Alguns estudos descrevem que alimentos ingeridos pela mãe como o leite de vaca, café, chocolate, mamão, queijo ou condimentos podem ser motivos de cólica.

A mãe que amamenta deve ter uma alimentação saudável e ingerir líquidos com frequência, a fim de promover a saúde e fomentar a autonomia das famílias.

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O leite materno possui níveis substanciais de melatonina, associada à redução da irritabilidade e diminuição da cólica. A criança tende a dormir mais no período noturno em comparação com os lactentes alimentados com fórmula.

Referências maternas

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No que diz respeito à identificação da cólica do lactente, as mães reconhecem a dor conforme as reações de seu filho: choro, face vermelha, agitação, contorção do corpo, movimentos de pernas, careta, sudorese.

Intervenções comportamentais

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As intervenções comportamentais têm se mostrado eficazes no tratamento da cólica infantil através do movimento de embalar, utilização de som para acalmar o lactente e a redução de estímulos; as terapias complementares têm sua utilização justificadas pela experiência anterior positiva, insatisfação com o tratamento convencional, por dificuldades financeiras para a compra de medicamentos e receio de efeitos colaterais.

http://www.conversandocomopediatra.com.br/website/paginas/materias_gerais/materias_gerais.php?id=170&content=detalhe

 

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