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Doping esportivo. Conheça a lista (medicamentos utilizados com frequência)

O que é?

O doping esportivo é a utilização, por um atleta, de substâncias não naturais ao corpo para melhorar seu desempenho de forma artificial.

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Atualmente, durante competições esportivas internacionais, os jornais publicam escândalos envolvendo técnicos e atletas pegos no exame antidoping.

História

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O uso ilícito de substâncias – medicamentos,  hormônios, entre outras – como artifício para ganhar competições esportivas é muito antigo.

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Já nos Jogos Olímpicos da Grécia, cerca de três séculos antes de Cristo, havia uma regulamentação para evitar que os competidores tivessem o baço arrancado.

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Acreditava-se que com o esforço físico dos maratonistas, este órgão poderia endurecer e prejudicar o resultado.

Sofisticação

Ao longo dos anos, esse tipo de artimanha tem se sofisticado. Ao mesmo tempo em que as substâncias e os fármacos são aprimorados para passarem despercebidos nos exames de urina e de sangue feitos nos atletas, os próprios métodos de detecção também se sofisticam.

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Hormônios

Assim, é difícil haver dúvida nos resultados, conforme explica Jair Rodrigues Garcia Junior, professor universitário de Educação Física, ainda que algumas substâncias sejam parecidas com as produzidas pelo corpo humano.

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“As mulheres, por exemplo, também produzem hormônios masculinos, porém, em pequenas quantidades. Quando elas usam esteroides para aumentar a força muscular, os exames detectam a quantidade de hormônio artificial no corpo, porque a excreção na urina é diferente da natural”, afirma o professor.

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Troca de urina

O que complica para determinar se um atleta usou ou não doping, é que muitos trocam a urina a ser examinada por a de outra pessoa, sem resquícios dos medicamentos ou drogas. Por isso, os comitês esportivos internacionais agora também pedem DNA da urina, quando necessário.

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Teste nos treinamentos

Para o doping não deixar traços, muitos atletas deixam de usar as drogas no período de competição, mas já foram “beneficiados” por seus efeitos. “Agora alguns campeonatos começam a realizar os testes ainda no período de treinamento para evitar isso”, diz o professor Jair.

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Atletas sabem

Como o doping é mais comum em competições importantes, geralmente internacionais, os envolvidos são esportistas de muita experiência. “Dificilmente um atleta desse nível profissional não sabe que as substâncias são ilícitas, especialmente porque a maioria delas é injetável e é preciso a concordância dele para a aplicação. Por isso, não se pode culpar somente os treinadores”, afirma.

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Substâncias de uso medicinal

A dificuldade em combater o doping se dá também porque praticamente todas as substâncias utilizadas são de uso médico, vendidas com receitas controladas. “Um paciente com câncer, por exemplo, usa hormônios para recuperar a força muscular”, explica Jair.

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Isso significa que por trás do doping, há sempre alguém que está descumprindo a lei e vendendo esses medicamentos sem o controle médico devido.

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Regras usadas para todo atleta

1 – Exames antidoping a qualquer momento, isto é, qualquer dia do ano e em qualquer lugar que ele esteja;

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2 – O atleta recebe orientação verbal e uma cartilha com todas as instruções necessárias, como a de nunca utilizar medicamentos ou simples suplementos sem orientação do médico do esporte da sua equipe. O cuidado é tanto, que nem sequer água sem origem, pomadas ou alimentos, ou seja, nada deve ser consumido por conta própria.

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Atletas, em geral, seguem alertas e recomendações, mas vez ou outra ainda ocorrem casos de doping.

Como explicar?

Anos para se alcançar o nível de elite são jogados fora com explicações no mínimo bizarras. Os atletas do atletismo pegos no doping em 2009 – dizendo que nem sabiam o que era! – tiveram como agente da ilegalidade um não-médico, que por conta própria aplicou injeções de EPA.

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Internet

Uma famosa nadadora foi pega no exame antidoping em junho de 2011 porque comprou pela internet para experimentar, o estimulante “1MR”, composto de 300 mg de cafeína, 30% de guaraná, 25% de chá mate e o proibido DMAA.

Nadadores brasileiros tomaram cápsulas de cafeína (liberada), contaminadas por anoréxico na sua preparação.

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http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/noticia/2012/06/doping-conheca-substancias-proibidas-mais-comuns.html

Veja a lista de substâncias:

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Saiba mais:

O esporte sofreu inúmeras transformações desde as competições esportivas da antiguidade. O desenvolvimento do esporte foi amplamente influenciado pelas transformações ocorridas na sociedade, trazendo novos valores e objetivos para o esporte.

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A influência da mídia, assim como os altos investimentos, transformaram a busca pela vitória. O que antes era visto no esporte como uma forma de superação, de comparação de habilidades passou a ser visto como uma mercadoria.

O esporte envolve, hoje, relações interdisciplinares complexas e as formas, de aumentar drasticamente o desempenho têm chamado a atenção de diversas áreas.

As competições esportivas deveriam ser pautadas pela igualdade de oportunidades, onde vence o melhor, o que mais trabalhou para alcançar resultado.

Ao contrario, as competições entre atletas de alto-rendimento são pautadas pelo resultado, pela busca da vitória a qualquer custo, reforçando o uso de recursos que viabilizem a obtenção da vitória. Dessa forma, atletas utilizam a melhora da performance como uma justificativa para o uso do doping.

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O doping

Por definição é considerado doping o uso de substâncias ou métodos capazes de aumentar artificialmente o desempenho esportivo e que estejam listados pela WADA-AMA/IOC (World Anti-Doping Agency/International Olympic Committee) sejam eles potencialmente prejudiciais á saúde do atleta ou a de seus adversários, ou contrário ao espírito do jogo.

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O controle de doping é regulamentado pelo Comitê Olímpico Internacional, pelas Federações Internacionais e mais recentemente pela WADA-AMA.

Anualmente a WADA divulga uma lista em que são oferecidas explicações a respeito das substâncias e métodos proibidos. A ideia básica é a de que os esportistas em geral conheçam a lista das drogas e dos métodos a serem evitados, assumindo a co-responsabilidade pelo processo de controle de uso na prática esportiva.

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Fazem parte da lista: substâncias como agentes anabólicos, hormônios peptídicos, fatores de crescimento e substâncias afins, beta-2 agonistas, antagonistas de hormônios e moduladores, diuréticos e outros agentes mascarantes.

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Além de estimulantes, narcóticos, canabioides e glicocorticoides; entre os métodos proibidos constam o aumento da transferência de oxigênio (aumento artificial da captação de oxigênio, manipulação do sangue para aumentar a taxa de transporte de oxigênio), manipulação química e física e doping genético; algumas substâncias são específicas para alguns esportes como, por exemplo, álcool e beta-bloqueadores.

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Histórico do doping

O uso de substâncias que aumentem o rendimento físico é quase tão antigo quanto o desenvolvimento das atividades físicas organizadas, seja no oriente, ocidente, nas sociedades simples ou complexas, esteve presente à utilização de alguns artifícios (físico, químico, psicológico) destinados a aumentar as capacidades físicas humanas.

Desde os primórdios da humanidade o homem usa de suas capacidades físicas para sobreviver e desde então há registro do uso de substâncias para o aumento do rendimento no trabalho, na caça, entre outras atividades.

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O uso de drogas e métodos entre os atletas para melhorar o desempenho físico é tão antiga quanto à história do esporte em si e tem sido uma característica da competição humana desde então. O conhecimento em desenvolvimento e uso de diferentes drogas e substâncias foram descritas em várias culturas durante a história, como entre os antigos egípcios, atletas gregos e gladiadores romanos que utilizavam chás de ervas e cogumelos, assim como os chineses que já conheciam os efeitos da efedrina.

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A “profissionalização” do esporte ocorreu a partir de 400 a.C., com prêmios elevados para os vencedores, resultando numa “casta” de desportistas muito bem pagos e prestigiados, os quais recebiam premiação em dinheiro, moradia, alimentação, isenção de impostos e do serviço militar. Tal valorização levou à profissionalização do esporte, resultando em sua comercialização e uma conseqüente corrupção do sistema.

Nas primeiras edições modernas dos Jogos Olímpicos, o doping era raro, mas não ilegal. Uma das misturas dopantes mais usadas consistia em um coquetel com cocaína, cafeína e estricnina.

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O primeiro caso fatal de doping que se tem notícia ocorreu em 1886 com um ciclista francês. No ciclismo usavam-se intensivamente as speed balls, mistura de cocaína com heroína. O fato chamou a atenção do meio esportivo, foi iniciada então, a luta moderna pelo controle do doping.

Na virada do século XXI, o controle de dopagem no esporte adquiriu uma maior sofisticação, englobando também, drogas sociais, banindo em várias modalidades desportivas a cocaína e alucinógenos derivados de anfetaminas e, de modo inovador, o consumo de maconha.

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A sofisticação da dopagem acompanha a evolução da farmacologia. Novas drogas com finalidade terapêutica, cada vez mais passam a ser usadas pelos seus efeitos terapêuticos e colaterais.

Assim, atletas abusam do uso de beta-agonistas conhecidos como antiasmáticos (clembuterol, salbutamol, terbutalina) pelo seu efeito colateral anabolizante. Da mesma forma, são empregados insulina e seus análogos, hormônios de crescimento e gonadotrofina coriônica humana.

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O combate ao doping no esporte na sua forma moderna teve início na década de 60. Segundo relatos, cerca de 30% dos participantes dos eventos desportivos internacionais faziam uso de algum tipo de estimulante químico.

Em 1967, o COI condenou a prática do doping, apresentando uma lista de substâncias consideradas proibidas e iniciou o controle antidoping. O ano de 1968 com os Jogos Olímpicos de Inverno na França, e os Jogos Olímpicos de Verão na cidade do México pode ser considerado o marco do controle de doping no esporte.

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A luta contra a dopagem compreende, idealmente, não só a programação de controles antidoping durante e fora de competições esportivas, mas especialmente uma conscientização e orientação dos atletas a respeito desta importante temática, bem como de um processo de julgamento no tempo e na forma adequada dos atletas quando ocorre um resultado analítico adverso no laboratório.

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O fenômeno esportivo

Desde o surgimento de atividades físicas com a finalidade de competição até aos grandes espetáculos dos dias atuais, o esporte passou por inúmeras transformações. Os valores do esporte, a própria prática da modalidade, as técnicas, os equipamentos as regras, tem sido alteradas, acompanhando assim, as transformações que ocorrem na sociedade, refletindo em seu ambiente os avanços científicos, tecnológicos e os valores criados e desenvolvidos pelos indivíduos.

Atualmente, o esporte de alto-rendimento pode ser caracterizado pela competição, pela superação de marcas ou índices e pela obtenção de títulos.

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Os eventos promovidos pelo Comitê Olímpico Internacional e pelas Federações Internacionais, nas últimas décadas transformaram-se em megaeventos, movimentando grandes somas e mobilizando um universo que transcende os atletas e seus treinadores. Os exemplos mais típicos são os Jogos Olímpicos e as Copas do Mundo de Futebol, eventos capazes de gerar as maiores verbas do planeta em relação a sua organização e realização.

O crescimento da importância do esporte, em decorrência dos grandes investimentos e do lucro gerado pelo fenômeno esportivo, gerou modificações em relação ao papel do atleta. Além disso, a influência da mídia acelerou a entrada de valores financeiros elevados e crescentes nas estruturas esportivas internacionais e tem direcionado os rumos do esporte no planeta, influenciando as metas e modificando os objetivos originais do fenômeno esportivo.

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A participação nos Jogos Olímpicos ganhou novos significados e passou a representar muito mais do que uma comparação de habilidades ou técnicas, mas a venda de idéias ou produtos.

Os atletas, antes amadores, passaram a viver do esporte. A busca pela vitória tornou-se uma espécie de mercadoria. Os meios utilizados para obter êxito e a crescente evolução nas áreas do treinamento e da tecnologia, obrigaram os organizadores do esporte a estabelecerem certos limites.

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Motivos para a utilização do doping

Na Antiguidade, quando gregos competiam, a busca pela vitória era fundamentada no superar-se, no romper barreiras individuais, para então alcançar o seu máximo na competição em que participava e assim aproximar-se de uma condição divina.

A vitória sobre o adversário era uma decorrência desse processo. Então, os vitoriosos seriam todos aqueles que superassem seus limites físicos e morais.

O recorde, com a ideia de valorização social, através dos dados numéricos, nasceu com o esporte moderno e se fortalece, cada vez mais, no esporte contemporâneo.

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Mais fortemente, no século XIX, a valorização das marcas se fez presente no mundo esportivo e o recorde adquiriu uma importância excepcional. Assim, a prática esportiva, com o objetivo de atingir os melhores resultados dentro da competição, continua a firmar-se como um espaço de realização e de confirmação de competências pessoais e sociais.

A razão física para o uso de drogas no esporte e mais recentemente, pela remodelação genética é melhorar o desempenho, dando-lhe um maior poder competitivo. A razão psicológica de dopar-se reflete em sua raiz um alto grau de exigência (intrínseca e extrínseca) e de responsabilidade.

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As pressões familiares, sociais e econômicas, além da influência da mídia, transformam o atleta em um instrumento da vontade alheia, retirando sua capacidade de discernir onde se situam os limites éticos, morais e de segurança de seu comportamento. Muitas vezes o doping é diretamente incentivado por dirigentes, empresários, treinadores, médicos, “amigos” e familiares.

O atleta que utiliza estimulação artificial opta por esta conduta porque se sente inseguro, acreditando não ser capaz de corresponder às suas expectativas e de muitas outras pessoas, ainda mais quando a sociedade atual tem como parâmetro produtivo a realização de resultados, e no esporte essa lógica é imediata e evidente.

Além disso, quando um atleta faz uso de substâncias dopantes ele busca não somente a vitória e o prazer que esta lhe proporciona, mas os desdobramentos como retribuição financeira e prestígio social.

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Numa perspectiva histórica fica demonstrado que atletas são influenciados pelo aspecto socioeconômico levando-os a exceder seus próprios limites, em muitos casos o esporte representa, a chance de ascensão social e econômica para os menos favorecidos.

Os atletas de alto nível permanecem em uma luta constante por sua posição, assim os atletas dependem de seu rendimento, o qual tem de maximizar em curtos períodos de tempo, pois geralmente, suas carreiras são bastante curtas, esse pode ser um dos argumentos utilizados para justificar a ideia de ganhar “a qualquer custo”.

Não acreditam em si próprios e em sua capacidade e vêem em seu corpo um obstáculo para realizar o sonho de ser campeão, e assim recorrem à dopagem para compensar o que julgam ser defeito da natureza. Assim, avaliações negativas e conceitos pessimistas de si próprio, empurram o atleta para o doping.

Doping e ética

A competitividade e a busca constante por rendimentos superiores são padrões de comportamento entre atletas e a população em geral. Os campeões são vistos como importantes referências de identificação para a sociedade e quando utilizam substâncias ilícitas para vencer, teme-se que, não só estejam prejudicando a si mesmos, mas também a imagem do esporte.

A questão do doping no esporte envolve sérias questões éticas. Usualmente, assume-se como certo que o uso de drogas proibidas é antiético, especialmente pelo fato de que se busca recurso não natural para aumentar a performance, atentando-se contra a honestidade na competição, inclusive com riscos para a própria saúde.

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O doping no esporte tem sido tratado de maneira consensual, como um ato antiético. Burlar a lei das substâncias e dos métodos proibidos para vencer a qualquer preço parece caracterizar um comportamento injusto com os outros, contrário à comunidade em que se está inserido e, por isso mesmo, eticamente condenável.

O doping constitui-se num grande problema do esporte contemporâneo. Apesar do discurso quase hegemônico de condenação desta prática, a eliminação doping do cenário esportivo parece ainda distante.

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O uso de doping configura uma manipulação e alteração da natureza. Com a intervenção de substâncias químicas torna-se possível alcançar resultados inatingíveis por meios naturais. O recurso do doping rouba o otimismo, o entusiasmo, e a crença do atleta nas suas possibilidades de superação e aprimoramento; destrói o sentido do trabalho, do esforço, da persistência, substituindo esses valores pela triste mentalidade da esperteza, da farsa.

 

Considerações finais

A vitória, o resultado, se mostram como uma condição básica do esporte atual, com isso atletas e envolvidos com o meio esportivo buscam cada vez mais recursos que viabilizem o alcance de seus objetivos.

Com a profissionalização do esporte, atletas passaram a se dedicar integralmente ao alcance de suas metas. Muitos atletas são vistos como heróis servindo de referência de identificação para a sociedade. Assim o espetáculo esportivo promovido por esses atletas passou a ser vendido como mercadoria, atraindo grandes investimentos e também a atenção da mídia.

Atletas são pressionados constantemente à conquista de resultados cada vez melhores, muitas vezes em um curto período, com isso atletas se sentem inseguros, sentindo-se incapazes de corresponder suas próprias expectativas e as de outras pessoas. Assim visando o resultado, esses atletas acabam recorrendo ao uso do doping.

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Ao utilizar substâncias dopantes e recursos ilegais com o intuito de melhorar o desempenho, os atletas não buscam apenas superar os adversários em busca da vitória, há também a busca pelo status, pelo prestígio social e principalmente pela retribuição financeira.

Apesar dos avanços tecnológicos para a detecção do uso substâncias dopantes por atletas de alto-rendimento, o controle anti-dopagem ainda não é totalmente seguro, favorecendo aos atletas desonestos que utilizam meios ilegais para se sobrepor a outros competidores.

http://www.efdeportes.com/efd180/o-uso-do-doping-no-esporte.htm