Águas vivas (I): como funcionam e atacam?

Perigo na praia: caravelas-portuguesas aparecem nas águas cariocas

ANA LUCIA VALINHO

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Como se não bastassem os arrastões na areia, neste verão o carioca também tem com o que se preocupar quando está no mar.

A combinação água quente + ventos de sul e sudeste trouxe para as praias da Zona Sul a caravela-portuguesa, uma prima tóxica das águas-vivas.

“Elas são bastante perigosas. Se avistá-las, o ideal é sair de perto na mesma hora”, diz o oceanógrafo David Zee, da Uerj.

Como funciona a água-viva

Stephanie Watson

A água-viva é provavelmente uma das criaturas mais estranhas e misteriosas que se encontra.

Com seu corpo gelatinoso e seus tentáculos bamboleantes, ela se parece mais com algo de um filme de terror do que com um animal de verdade. Mas se conseguir deixar a estranheza de lado e o fato de que se você chegar muito perto de uma água-viva resultará em uma ardência terrível, irá descobrir que ela é muito fascinante.

A água-viva existe há mais de 650 milhões de anos e é representada por milhares de espécies diferentes, sendo que novas espécies são descobertas a todo o momento.

É importante aprender sobre esses misteriosos animais e descobrir o que fazer se você cruzar com um urticante tentáculo de água-viva.

As águas-vivas são animais marinhos, que variam de tamanho, podendo medir de menos de 2,5 cm a cerca de 2m, com tentáculos chegando até a 30,5 m de comprimento. Embora muitas sejam planctônicas, ou seja, sua locomoção depende da mercê das correntes ou é tão limitada que não podem vencê-las, algumas água-vivas conseguem nadar lançando um jato de água.

A água-viva faz parte do filo dos Cnidários, (da palavra grega “urtiga que queima”) e da classe dos Cifozoários (da palavra grega “xícara ou taça”, referindo-se ao formato do corpo da água-viva).

Todas as espécies dos cnidários têm uma boca no centro do corpo, e envolvida por tentáculos. Outros cnidários, parentes da água-viva incluem corais, anêmonas do mar e a caravela-portuguesa.

A água-viva é composta por cerca de 98% de água. Se ela encalhar na praia, praticamente irá desaparecer à medida que a água evaporar. A maioria é transparente e tem o formato de um sino. Seu corpo tem simetria radial, o que significa que os membros se estendem de um ponto central como os raios de uma roda.

Se você cortar uma água-viva pela metade em qualquer ponto, sempre terá partes iguais. Ela tem um corpo muito simples: não possui ossos, cérebro nem coração. Para ver a luz, detectar odores e se orientar, a água-viva tem nervos sensoriais rudimentares na base de seus tentáculos.

O corpo da água-viva geralmente é composto de seis partes básicas:

  • a epiderme, que protege os órgãos internos;
  • a gastroderme, que é a camada interna;
  • a mesogléia, ou parte gelatinosa intermediária, entre a epiderme e a gastroderme;
  • a cavidade gastrovascular, que funciona como um conjunto do esôfago, estômago e intestino, tudo em um só;
  • um orifício que funciona como boca e ânus;
  • tentáculos que formam a extremidade do corpo.

Uma água-viva adulta é uma medusa, que recebeu este nome por causa da criatura mitológica com cobras no lugar do cabelo, que poderia transformar os seres humanos em pedra com um simples olhar. Depois que o macho libera seu esperma na água por seu orifício, o esperma nada até o orifício da fêmea e fertiliza os óvulos.

Várias dezenas de larvas de água-viva podem ser concebidas de uma só vez. Finalmente, elas flutuam nas correntes e procuram uma superfície sólida para se fixarem, como uma rocha. Ao se fixarem, elas se tornam pólipos, cilindros ocos com uma boca e tentáculos na parte superior. Posteriormente, os pólipos se desenvolvem em uma água-viva jovem, chamada éfira. Depois de algumas semanas, a água-viva se desprende e se desenvolve, tornando-se uma medusa adulta. Uma medusa vive cerca de três a seis meses.

Quando a água-viva ataca!

Parece algo extraído do filme “Godzilla”: monstros marítimos gigantes invadiram os mares do Japão. Eles têm 1,82 m de comprimento e pesam até 225 kg. Eles causaram danos à indústria pesqueira nacional e infligiram algumas fisgadas mortais nos seres humanos. Eles foram responsáveis até pelo desligamento temporário de uma usina de energia nuclear depois que entraram no seu sistema de resfriamento. Essas criaturas eram águas-vivas, que os japoneses chamam de echizen kurage. Alguns especialistas atribuem o influxo de águas-vivas às chuvas pesadas na China, que direcionaram as criaturas marítimas para os mares do Japão. Felizmente, os japoneses encontraram uma utilização para as diversas águas-vivas enormes que capturaram: água-viva desidratada e salgada.

http://ciencia.hsw.uol.com.br/agua-viva.htm

Vinagre é utilizado nos primeiros socorros
Em caso de queimadura, o Corpo de Bombeiros orienta o banhista a procurar um posto de salva-vidas que irá amenizar o desconforto do veranista com vinagre.

Entretanto, o tenente Siqueira destacou que é importante que o turista previna o acidente perguntando para o bombeiro se naquele local e naquele horário estão acontecendo muitas queimaduras. Se a resposta for positiva, o ideal é evitar o banho de mar.

“Talvez seja interessante já levar um frasco com vinagre porque cerca de 98% das queimaduras são leves, em uma pequena parte do membro”, recomendou o tenente. De qualquer forma, é preciso comunicar o Corpo de Bombeiros sobre a ocorrência para o monitoramento dos casos.

Quando o veranista tiver uma grande parte do corpo queimada e a pessoa tiver tosse ou ânsia de vômito, por exemplo, é recomendado procurar uma unidade de saúde.

 

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