Piolhos X Dimeticona (4%)

Pediculose (Piolho)

É uma doença provocada pela infestação de Pediculus humanus var capitis (piolho) e lêndeas no couro cabeludo. Atinge preferencialmente crianças em fase escolar.

O que é o piolho?

É um inseto que se alimenta de sangue humano, parasita o couro cabeludo e vive em torno de 30 dias. Não voa e não pula.slide_18

A fêmea deposita seus ovos (lêndeas) presos ao fio de cabelo e pode colocar até 300 ovos durante sua vida.300px-Headlice

Uma lêndea leva cerca de dez dias para sair do ovo e se tornar adulta. Cada uma mede 0,3 mm de comprimento, enquanto um piolho chega a 3 mm e vive até 40 dias.

Sintomas

O primeiro sintoma costuma ser uma intensa coceira (prurido) no couro cabeludo, principalmente na região da nuca e atrás das orelhas.

Na pediculose da cabeça, além do prurido intenso, podemos visualizar o parasita e seus ovos (lêndeas) no couro cabeludo do indivíduo acometido.Imagem7

Pode ocorrer infecção secundária em qualquer região. Na pediculose do couro cabeludo é comum o aparecimento de linfonodomegalia (ínguas) atrás das orelhas e na nuca.

Consequências

A intensa coceira no couro cabeludo pode ocasionar feridas, que são portas abertas para infecções bacterianas, como impetigo, além do aparecimento de gânglios, ansiedade e desconforto que leva ao baixo rendimento escolar.

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Como transmite?

A transmissão acontece:

  • pelo contato pessoal (direto) dos indivíduos infestados.
  • pelo uso coletivo de utensílios como: pentes, bonés, travesseiros, lenços de cabeça, presilhas, almofadas, chapéus, gorros etc.

Como evitar?

  • Lavar a cabeça, diariamente, evitando deixar os cabelos úmidos. Prender os cabelos somente quando estiverem secos.
  • Inspecionar a cabeça diariamente à procura de piolhos e lêndeas.
  • Passar assiduamente o pente fino para retirar piolhos e ninfas (piolhos em desenvolvimento).
  • Não entrar em contato com pessoas infestadas.
  • Não usar de forma coletiva: travesseiros, pentes e os demais objetos supracitados.parasita-piolho-3-728

Como tratar?

No tratamento da pediculose são utilizados, em geral, os mesmos medicamentos tópicos usados na escabiose (“sarna”).

É fundamental o tratamento dos familiares ou comunicantes do doente. Raramente é necessário o corte de cabelos de crianças acometidas.

Ao contrário do que muita gente pensa, a membrana que protege o ovo do piolho é super-resistente, feita de quitina, uma substância que compõe o esqueleto externo (exoesqueleto) dos artrópodes.

Portanto, para retirar a lêndea é preciso escorregá-la até o fim do fio. Se você não eliminar os ovos, o animal vai continuar se proliferando.

Alguns autores recomendam que a aplicação de uma solução de dimeticona (a 4%), repetida após uma semana, tem resultados superiores aos encontrados com permetrina (1%). Vide artigos abaixo.

Secador de cabelo

O secador de cabelo, usado com os fios secos, é uma arma importante para combater o piolho.

Usado da maneira correta, ele pode deixar a região com até 56 graus e matar o bicho pelo excesso de calor.

Avisar à escola

Além disso, uma das atitudes mais importantes para o tratamento é informar o colégio do seu filho que ele está com piolho. As escolas já estão acostumadas com esse tipo de aviso e devem manter sigilo sobre a criança, mas com certeza vão avisar os outros alunos por meio de uma circular ou um recado na agenda, para os pais tomarem alguns cuidados.

Esse tipo de comunicado é importante, porque ajuda a tratar o piolho assim que ele aparecer. Se você recebeu um aviso da escola dizendo que a cabeça do seu filho está infestada por esses insetos, faça uma conferência regularmente.

O combate comunitário é defendido pelos profissionais de saúde.tratar-piolhos-500x400

  • Passar frequentemente o pente fino, no mínimo uma vez ao dia.
  • Para cabelos crespos ou ondulados, use antes um creme rinse ou creme para pentear.
  • Quando estiver passando o pente fino, utilize sempre um pano (se possível, branco) evitando assim que os piolhos caiam na roupa.
  • Os piolhos, lêndeas e ninfas que caírem no pano, devem ser deixados em vinagre diluído em água por um período de 30 minutos, para que sejam mortos.

Retirar todas as lêndeas de acordo com os seguintes passos:

  1. Molhar um pedaço de algodão em vinagre (diluído em água na proporção de 1:1)
  2. Selecionar 3 ou 4 fios de cabelo que estejam com lêndeas;
  3. Com ajuda do algodão embebido em vinagre diluído, envolver os fios de cabelo (3 ou 4 no máximo) pressionando-os entre os dedos;
  4. Puxar lentamente no sentido da base do cabelo para a ponta e com a outra mão, segurar a base do cabelo para não machucar a criança;
  5. Trocar sempre que necessário o algodão, desprezando-o em um frasco com vinagre diluído em água para matar as lêndeas.

Ferver os objetos pessoais, tais como: pente, boné, lençol e roupas.

Nunca usar querosene, Neocid ou qualquer outro inseticida, pois são perigosos e tóxicos ao ser humano.

http://www.fiocruz.br/bibmang/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=90&sid=106

http://www.sbd.org.br/doencas/pediculose-piolho/

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/02/piolhos-e-lendeas-nao-tem-relacao-com-falta-de-higiene-dos-cabelos.html

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Mitos e verdades sobre a infestação de piolhos

1. Piolho se alimenta com sujeira?

R.: Não. Piolho se nutre de sangue, não da sujeira do cabelo.

2. Por que adultos não pegam piolho?

R.: Pegam sim, mas o contato entre as cabeças de crianças é maior, facilitando o contágio.

3. Piolho transmite doenças?

R.: Não. Mas feridas na cabeça causadas pela coceira podem acarretar infecções.

4. Piolho entra em cabelo com química de alisamento ou tintura?

R.: Sim.

5. Chapinha ou secador quente matam o piolho?

R.: Não, só estouram os ovos e aumentam a infestação.

6. Vinagre, cachaça e outras químicas do tipo matam o piolho?

R.: Não há nada na literatura científica que comprove a cachaça, já o vinagre é aliado das mães por facilitar a retirada das lêndeas.

7. Crianças alérgicas têm mais piolho?

R.: Não há nada comprovado, mas alérgicos suam mais no couro cabeludo, e parasitas adoram ambientes quentes.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/conheca-mitos-verdades-sobre-infestacao-de-piolhos-8357285#ixzz4B2MKNki4

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Artigo 1:
Burgess IF, Brunton ER, Burgess NA. Single application of 4% dimeticone liquid gel versus two applications of 1% permethrin creme rinse for treatment of head louse infestation: a randomised controlled trial. BMC Dermatol 2013; 13:5.

Commentary

Head lice’s impact far exceeds its importance as a physical health problem. Although itch, papular erythema, and cervical adenopathy may occur in some patients, perhaps the more significant health impact of pediculosis is on mental health and not necessarily of the pediatric host.1

Feelings about head lice are universally negative ranging from mild displeasure on finding the insects to severe anxiety and even depression. Many negative issues associated with treatment have been identified, including the time treatment takes with no guarantee of cure.2

Insecticide resistance has made control more difficult at the individual and populations levels. Many pediculicides have to be combined with removal of lice by combing to achieve acceptable results. The introduction in 2007 of the dimeticones chemicals that kill climbers and eggs by physical means, heralded a new era in treatment of pediculosis. The study by Burgess et al will be welcome news to parents and guardians of primary school children, the main group that acquires pediculosis. It demonstrates that a topical gel treatment containing 4% high molecular weight dimeticone applied once for 15 minutes and washed off is effective in treating pediculosis in the UK. The UK is a tough testing ground for pediculicides because efficacy always seems decreased there compared with other countries.3

The final efficacy of 70% is not spectacular, it is good for the UK. Dimeticone was compared with a well-established two treatment regime of 1% permethrin, known “on the street” to be ineffective, in spite of well-documented resistance increasing in prevalence and intensity, it is still the insecticide recommended by many health authorities and systematic reviews. The final efficacy of permethrin was appalling at 15%. This prompted Burgess et al to ask why permethrin has not been removed from the market. Regulatory authorities face a conundrum: there are many head lice products and studies on efficacy are few. Furthermore, the prevalence of insecticide resistance varies with location, and even within a country, so multiple suitably-powered studies in different locations would be required. How can an authority de-register one product with demonstrated low efficacy when there are no current data on competing products? There is no agreement on which level of efficacy should trigger de-registration. An argument also could be made that resistance testing of lice in cases of pediculosis (a lice insecticidogram) is now needed to enable selection of the appropriate product.

The ineffectiveness of permethrin, based on suitable local evidence, should be widely publicized. Health authorities should change the recommended pediculicide from permethrin to the dimeticones, as has occurred in some jurisdictions in Australia. Burgess et al are to be congratulated, both for a well-conducted study that offers some relief for parents battling pediculosis and for raising the issue that health authorities need to promote decreased use of ineffective pediculicides. In practice, the most effective agents of change may be commercial watchdogs (more than health authorities) with an interest in combating misleading product claims.

Conclusions

The study showed one 15-minute application of 4% dimeticone liquid gel was superior to two applications of1% permethrin crème rinse. The low efficacy of permethrin suggests it should be withdrawn.

Tentativa de tradução:

Conclusões

O estudo demonstrou que uma aplicação de 15 minutos de gel de dimeticona líquido a 4% foi superior a duas aplicações de 1% de creme rinse com permetrina. A baixa eficácia da permetrina sugere que ela deveria ser retirada do mercado.

Referências

  1. Parison, J.C., Speare, R., and Canyon, D.V. Head lice: the feelings people have.Int J Dermatol.2013;52: 169–171
  2. Parison, J., Speare, R., and Canyon, D.V.Uncovering family experiences with head lice: the difficulties of eradication. Open Dermatology J. 2008; 2: 9–17
  3. Kurt, O., Balcioglu, J.C., Burgess, I.F., Limoncu, M.E., Girginkardesler, N., Tabak, T. et al.Treatment of head lice with dimeticone 4% lotion: comparison of two formulations in a randomised trial in rural Turkey. BMC Public Health. 2009; 9: 441novaescola226-bastapiolho
Artigo 2:

Balcioglu IC; Karakus M; Arserim SK; Limoncu ME; Töz S; Bastemur S; Öncel K; Özbel Y. Comparing the Efficacy of Commercially Available Insecticide and Dimeticone based Solutions on Head Lice, Pediculus capitis: in vitro Trials. Turkiye Parazitol Derg; 39(4): 305-9, 2015 Dec.

OBJECTIVE: Head lice infestation is a public health and social problem for almost all countries worldwide. For its treatment, insecticide and dimeticone-based solutions are currently available in the markets in many countries. We aimed to compare the efficacy of commercially available anti-head lice shampoos containing insecticide and physically effective products with different percentages of dimeticone using an in vitro technique. METHODS: Head lice specimens were collected from primary school children using special plastic and metal combs. Anti-head lice products were commercially purchased and used directly. The specimens were placed one by one in 5-cm Petri dishes containing a slightly wet filter paper and were kept in a plastic cage at 28±2°C and 50%±20% relative humidity. A standardized protocol was used for testing all the products, and mortality data were obtained after 24 h. Two control tests were performed with each batch of trials. For each product and control, 10-20 head lice specimens were used, and the results were statistically analyzed. RESULTS: Our study demonstrated that among all the tested products, two products containing mineral oils [5.5% dimeticone & silicone (patented product) and dimeticone (no percentage mentioned in the prospectus) & cyclopentasiloxane] were found to be more effective for killing head lice in vitro. CONCLUSION: Physically effective products can be repetitively used because they are non-toxic and resistance to them is not expected. To control the infestation at a public level, the use of these products needs to be encouraged with respect to their cost price.piolho (2)Artigo 3:

SPEARE, Richard. A single application of dimeticone is superior to two applications of permethrin in ridding head lice. James Cook University, Queensland, Australia. The Journal of Pediatrics. V.163, Issue 5, Pages, 1528–1532, November 2013

Criança tem pesadelo?

Pesadelo X Terror noturno

A maioria dos pais confunde pesadelo e terror noturno, mas vale ressaltar que eles são diferentes.

Os pesadelos são caracterizados por um sonho amedrontador, que faz a criança acordar assustada, ficar com medo e, muitas vezes, querer dormir na cama dos pais. No dia seguinte, lembra-se do sonho.

Já no terror noturno, o menino fica aterrorizado, pode até se mexer, abrir os olhos, mas não desperta. Ele senta, grita, chora e, após alguns minutos, volta a dormir, como se nada tivesse acontecido e depois não se recorda do ocorrido.

A crise passa

Geralmente, os pais ficam mais apavorados do que os filhos. Apesar do susto, alguns especialistas dizem que se deve simplesmente colocar as mãos sobre a criança e esperar que a crise passe, observando-a para que não se machuque, caso esteja muito agitada.

Se esse distúrbio se repetir várias vezes, para tentar diminuir os riscos de outros episódios, você pode acordar seu filho calmamente de 15 a 30 minutos antes da hora em que o terror noturno tem acontecido. Verifique também se ele está dormindo o suficiente; acalmá-lo próximo ao horário de dormir e fixar uma rotina do sono também pode ajudar.

Quando persiste

Quando o terror noturno acontece esporadicamente, não costuma oferecer risco aos pequenos. Porém, se for recorrente, é aconselhável escutar o parecer de um neuropediatra, para que ele possa investigar as possíveis causas e definir o melhor tratamento. Esse distúrbio costuma desaparecer naturalmente entre os seis e oito anos de idade.

Fonte :Texto original extraído do Blog Vida de Mãe – www.nestle.com.br/vidademae

Distúrbios do sono

Não é tão simples caracterizar os distúrbios do sono em crianças de baixa idade e para homogeneização dos estudos científicos e, consequentemente, de instituição de terapêutica individualizada.

Sabe-se que os distúrbios do sono podem ser divididos em dissonias, parassonias e alterações do sono secundárias a outras condições1

Dissonia

Dissonia, termo empregado para a dificuldade de iniciar ou manter o sono, segundo a classificação DSM-IV da Associação Americana de Psiquiatria, não seria corretamente aplicável a crianças pequenas, segundo os critérios desta classificação.

Assim, na faixa etária de lactentes e pré-escolares, o termo adequado seria protodissonia, baseado no contexto da criança enquanto ser em desenvolvimento.

Da mesma forma, uma protodissonia não pode ser diagnosticada antes de um ano, porque os padrões de sono-vigília, as atitudes dos pais, da criança e os fatores ambientais ainda estão em instalação2.

Parassonias

As parassonias são comportamentos anormais que ocorrem durante o sono, como os despertares confusionais, os terrores noturnos e os pesadelos1. Todas essas questões podem ser trazidas com a queixa “meu filho não dorme”.

Dos problemas com o sono, as protodissonias são os mais comuns nas crianças, predominando entre um e três anos de idade2. Em crianças pequenas, a prevalência varia entre 14 e 50%3-4, mas também não é desprezível em crianças maiores1,4-5.

Problemas na família?

Os distúrbios do sono são pistas para problemas subjacentes no seio familiar, quer sejam emocionais ou interacionais6, sendo inclusive utilizados como exemplo de demonstração do espectro de patologias do relacionamento7.

Tratamento imediato

A prevenção e o tratamento destes transtornos devem ser precoces. Quando esta intervenção não ocorre, o problema pode persistir por alguns anos2,6, embora, na maioria dos casos, sejam transitórios e autolimitados4.

Não existem muitos relatos na literatura que estabeleçam objetivamente os limites entre a perturbação do sono, entendida como parte normal do desenvolvimento, e o verdadeiro transtorno do sono na infância. Gaylor e colaboradores2 propõem critérios que definem estes transtornos e, além disto, os estratificam por graus de gravidade.

“Sono difícil”

O distúrbio da dificuldade em adormecer já seria diagnosticado, se uma criança com mais de 12 meses leva mais de 30 minutos para dormir, ou se é necessária a presença dos pais até que adormeça, sendo que o sintoma deve estar presente uma vez por semana por mais de um mês.

Despertar noturno

O distúrbio do despertar noturno seria diagnosticado se uma criança com mais de 12 meses acorda durante a noite pelo menos duas vezes e necessita sempre da presença dos pais e/ou que os pais a levem para a cama deles, sendo que o sintoma deve estar presente pelo menos uma vez por semana nos últimos três meses; para as crianças com mais de 24 meses, apenas um episódio por noite já define o distúrbio.

Tratamento

O tratamento medicamentoso para insônia tem sido muito estudado nos últimos anos, mas é reservado para casos de exceção. O uso da melatonina em crianças com transtornos do desenvolvimento neurológico tem demonstrado bons resultados, mas pode ocorrer como efeito colateral a piora de crises convulsivas já existentes6,8.

TDAH

Crianças com transtorno do déficit de atenção/hiperatividade podem apresentar insônia, e os medicamentos que são usados em seu tratamento também podem interferir no sono.

No terror noturno, quando os despertares são muito violentos e a criança corre o risco de se machucar, podem ser empregados benzodiazepínicos ou antidepressivos tricíclicos. Estes medicamentos são administrados na hora de dormir e, segundo alguns autores, três a seis semanas de tratamento costumam evitar recidivas4.

Desmame

Na experiência de outros autores, os paroxismos retornam após o desmame, sendo também comum os fenômenos de tolerância6 e de rebote5, o que limita o valor de tal abordagem. Os mesmos medicamentos podem ser empregados no sonambulismo, com as mesmas ressalvas.

Medicamento apenas com especialista capacitado

A terapêutica medicamentosa na insônia infantil não relacionada a parassonias, distúrbios do comportamento ou neurológicos é mais restritiva ainda, e deve vir sempre depois de técnicas comportamentais, que devem ser mantidas. Os medicamentos de escolha são os anti-histamínicos e, em casos graves, benzodiazepínicos e hidrato de cloral. Seu uso deve ser a curto prazo, sempre por menos de três semanas e acompanhados pelo neurologista assistente. Existem poucos estudos sobre o emprego da melatonina como alternativa4.

Referências bibliográficas:

Blum NJ, Carey WB. Sleep problems among infants and young children. Pediatr Ver 1996;17:87-93. 2. Gaylor EE, Goodlin-Jones BL, Anders TF. Classification of young children’s sleep problems: a pilot study. J Am Acad Child Adolesc Psychiatr 2001;40:61-70. 3. Hammer LD. The development of eating behavior in childhood. Pediatr Clin North Am 1992;39:379-94. [ Medline ] 4. Rona RJ, Li L, Gulliford MC, Chinn S. Disturbed Sleep: effects of sociocultural factors and illness. Arch Dis Child 1998;78:20-5. 5. Archbold KH, Pituch KJ, Panahi P, Chervin RD. Symptoms of sleep disturbances among children at two general pediatric clinics. J Pediatr 2002;140:97-102. [ Medline ] 6. Howard BJ, Wong J. Sleep disorders. Pediatr Ver 2001;22:1-17. 7. Goodlin-Jones BL, Anders TF. Relationship disturbances and parent- child therapy. Sleep problems. Child Adolesc Psychiatr Clin N Am 2001;10:487-99. [ Medline ] 8. Ross C, Davies P, Whitehouse W. Melatonin treatment for sleep disorder in children with neurodevelopmental disorders: an observational study. Dev Med Child Neurol 2002;44:339-44.

Fonte: http://www.smp.org.br/perguntas-e-resposta-publico?cd=31&especialidade=Neurologia%20Pedi%C3%A1trica&grp=

Doenças de notificação compulsória (2016)

O que todos precisamos saber.

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Notificação

imagem1A ocorrência de casos novos de uma doença (transmissível ou não) ou agravo (inusitado ou não), passível de prevenção e controle pelos serviços de saúde, indica que a população está sob risco e pode representar ameaças à saúde e precisam ser detectadas e controladas ainda em seus estágios iniciais.

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Compulsória

A notificação compulsória consiste na comunicação da ocorrência de casos individuais, agregados de casos ou surtos, suspeitos ou confirmados, da lista de agravos relacionados na Portaria, que deve ser feita às autoridades sanitárias por profissionais de saúde ou qualquer cidadão, visando à adoção das medidas de controle pertinentes.

Além disso, alguns eventos ambientais e doenças ou morte de determinados animais também se tornaram de notificação obrigatória. É obrigatória a notificação de doenças, agravos e eventos de saúde pública constantes nas Portarias nº 204 e Port. 205, de fevereiro de 2016, do Ministério da Saúde.

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As doenças, agravos e eventos constantes do Anexo II a esta Portaria, devem ser notificados a Secretaria Municipais de Saúde em no máximo, 24 (vinte e quatro) horas.

Observações importantes

  1. doenas-de-notificaes-compulsoria-1-638A notificação compulsória é obrigatória a todos os profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, farmacêuticos, odontólogos, médicos veterinários, biólogos, biomédicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e outros no exercício da profissão, bem como os responsáveis por organizações e estabelecimentos públicos e particulares de saúde e de ensino;
  1. A definição de caso para cada doença, agravo e evento relacionado nos Anexos a esta Portaria, obedecerão à padronização definida no Guia de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Vigilância em Saúde/Ministério da Saúde.

Vigilância em Unidades Sentinelas

O Ministério da Saúde publica portarias no Diário Oficial da União definindo a lista nacional de doenças e agravos de notificação compulsória a serem monitorados por meio da estratégia de vigilância em unidades sentinelas e suas diretrizes.

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O objetivo da estratégia é monitorar indicadores chave em unidades de saúde selecionadas, “unidades sentinelas”, que sirvam como alerta precoce para o sistema de vigilância.

A medida também padroniza os procedimentos normativos relacionados à notificação compulsória por meio da estratégia de vigilância sentinela no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).images

As Portarias  e a lista de doenças e agravos estão em anexo:

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O Guia de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (2014).

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Referências

http://notificacao.pbh.gov.br/

http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretarias/svs/noticias-svs/22241-notificacao-de-casos-pelo-virus-zika-passa-a-ser-obrigatoria-no-brasil

A importância do peixe na nutrição

O pescado é um alimento que se destaca nutricionalmente quanto à quantidade e qualidade das suas proteínas, à presença de vitaminas e minerais e, principalmente, por ser fonte de ácidos graxos essenciais ômega-3 eicosapentaenoico (EPA) e docosaexaenoico (DHA).

O consumo desses lipídios é associado à redução do risco de doenças cardiovasculares e a funções importantes nas fases iniciais do desenvolvimento humano.

Não é novidade que uma dieta equilibrada deve incluir porções semanais de pescados.peixe5

Segundo a American Heart Association, o ideal é consumir esse alimento ao menos duas vezes por semana, especialmente os peixes de água fria, como salmão, truta, bacalhau e arenque, porque estão associados à redução da incidência de doenças cardiovasculares.

Sua família come bastante peixe?

Apesar de não ser tão popular quanto a carne de boi ou de frango, ele é importante fonte de nutrientes e fundamental na alimentação de crianças e adultos.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, a partir do sexto mês de vida seu filho pode consumir pescados, por meio de papas salgadas.

O alimento auxilia no desenvolvimento da criança. “O peixe é uma ótima fonte protéica e com ferro, que é bem absorvido pelo organismo”, diz Tânia Rodrigues, da RG Nutri (SP).

Estudos mostram que os ácidos graxos ômega-3 (gordura poliinsaturada), encontrados principalmente no salmão e na sardinha, são importantes para o desenvolvimento do sistema nervoso central e da retina e na prevenção de doenças crônicas, como obesidade e hipertensão.

Se você está preocupado com os riscos de alergias, a recomendação dos especialistas é que o peixe seja oferecido aos poucos, para que, caso a criança apresente alguma reação, seja possível identificar o que causou o problema e não oferecê-lo mais.

“Com relação às espinhas, o ideal é escolher os peixes que têm poucas ou que não as tenham, como cação, linguado ou badejo. Se não for possível, deve-se retirá-las com cuidado e atenção, e sempre checar mais uma vez antes de oferecer ao bebê”, afirma Tânia.

Cuidados ao comprar

O principal cuidado, no entanto, vem antes de o peixe estar no prato da família – na hora da compra!

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, o produto deve ser adquirido em um estabelecimento que tenha boas condições de higiene e limpeza.

Dê preferência para o pescado fresco, mais fácil de verificar a qualidade por meio do odor, textura e coloração.

Observe se a carne está firme, brilhante e escorregadia; se os olhos estão brilhantes e protuberantes; e as brânquias úmidas e brilhantes, entre a cor de rosa e vermelho intenso. O peixe também deve estar conservado em meio a camadas de gelo.

Para quem opta pelo peixe congelado ou congela o peixe fresco, é preciso atenção ao descongelar.

Especies-Bacalhau-da-Noruega_teaser_box_wide “Nunca se deve descongelar qualquer pescado em temperatura ambiente, porque não é uniforme e pode gerar perda de qualidade, umidade e permitir o crescimento de micróbios”, diz William Latorre, diretor da Divisão de Alimentos da Vigilância Sanitária Estadual.

Para isso, descongele-o na geladeira, a 4 °C. E lembre-se: nunca congele novamente o peixe que foi descongelado. Após ter sido preparado, o peixe pode ser conservado na geladeira por até 24 horas.

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Pesquisas

Um estudo divulgado pela Universidade de Pittsburgh (Estados Unidos) mostra que o alto consumo de peixes no Japão pode diminuir o número de ocorrência de doenças cardíacas, pois substitui os alimentos ricos em gordura saturada ou trans, como carnes gordurosas e laticínios integrais.

Além da escolha da espécie mais nutritiva, é necessário acertar no preparo para que não se percam vitaminas e para que o alimento não ganhe gordura. “O método de preparo deve evitar a utilização de gorduras saturadas e trans.

O melhor é optar pelo cozimento no forno ou na grelha.

Quem prefere o peixe frito pode prepará-lo de vez em quando, com pouco óleo vegetal numa frigideira, mas as melhores opções são as preparações assadas, cozidas ou grelhadas”, explica Eneida Ramos, nutricionista do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).

Além do modo de preparo, existem outros cuidados a serem tomados no que se refere ao consumo de peixes.

Um dos problemas é o nível de mercúrio que pode existir na carne dos pescados. Segundo Eneida, esse metal pode prejudicar o sistema nervoso e o fígado.

O método de preparo deve evitar a utilização de gorduras saturadas e trans. O melhor é optar pelo cozimento no forno ou na grelha.“Alguns peixes, como peixe-espada, cavala, tubarão e cação, são mais suscetíveis à contaminação por metais pesados e toxinas.”

A nutricionista aconselha consumir peixes que tenham escamas e barbatanas, como arenque, salmão, pintado, bacalhau e atum, entre outros, pois as escamas funcionam como barreira à absorção de toxinas, além de serem os recomendados na lei judaica.

Na hora da compra, é necessário observar alguns aspectos: a aparência do pescado deve ser boa, os olhos devem brilhar e ocupar todo o espaço da órbita e as escamas devem ser firmes e brilhantes. Vale ainda verificar se a carne está firme e se o mesmo está bem gelado.

Na hora de comprar

A indústria de alimento oferece cada vez mais opções de alimentos congelados e semiprontos.

Apesar do avanço tecnológico, no que diz respeito à conservação dos alimentos, na hora de comprar peixe, a atenção com a qualidade deve ser redobrada.

“Esse é um produto de origem animal que se deteriora com muita facilidade”, lembra a nutricionista.

Por isso, é importante ficar de olhos abertos e atentos a algumas características que ajudam a perceber se o peixe está fresco ou não.

Odor

Quando fresco, o peixe cheira a maresia.

Corpo

Deve ser firme e brilhante. Quando está passando do ponto, a carne fica flácida. Faça o teste: pressione o peixe com os dedos. Se não ficarem marcas, significa que o peixe é fresco.

Olhos

Devem ser salientes, a córnea transparente e a pupila negra e brilhante.

Pele

Observe se está brilhante e com as escamas bem aderidas ao corpo. A cor da pele deve ser viva, homogênea e com alguns reflexos.

Membrana

É a pele interior que cobre a barriga do peixe e que deve aderir completamente à carne.

Quando o peixe não está próprio para consumo, esta membrana é separada da carne.

O ideal é comprar o peixe inteiro. Não é aconselhável comprar peixes já cortados.

Do mar ou do rio?

Engana-se quem pensa que peixe é tudo igual. Os pescados provenientes do mar, por exemplo, têm maior quantidade de sódio e de iodo – este último, importante para o bom funcionamento da glândula tireoide.

Portanto, pessoas com problema de hipertensão arterial devem escolher, preferencialmente, peixes de água doce ou consumir o peixe salgado com moderação.

Confira as propriedades de alguns peixes de águas doce e salgada.

Espécies de rio

  • Truta: excelente fonte de ômega 3, que auxilia no controle do colesterol. É um peixe saboroso e muito apreciado.
  • Pacu: a carne, quase sempre sem espinhas, é saborosa, porém gorda e um pouco indigesta.
  • Pintado: carne saborosa, leve e com baixo teor de gordura. Não é muito rico em proteínas, mas é benéfico quanto à digestão.peixe7

Espécies do mar

  • Salmão: de carne rosada, rico em ácido graxo e ômega 3. Favorece o controle do colesterol.
  • Pescada: muito consumido no Brasil, por seu sabor delicado, pelas poucas espinhas e pelo baixo custo. Se a preparação for frita, o valor calórico aumenta.
  • Badejo: com pouca gordura e com baixo teor de colesterol.
  • Robalo: tem a carne branca e magra. Com isso, é leve e de fácil digestão.
  • Bacalhau: boa fonte de ômega 3. Geralmente é importado da Noruega e de Portugal; tem a carne branca e saborosa. O cuidado no preparo é a retirada do excesso de sal das postas, deixando-as de molho por pelo menos 10 horas, trocando a água a cada 1 hora. O consumo não é recomendado para pessoas com hipertensão arterial.
  • Atum: rico em proteínas, vitaminas e minerais, contribui para a formação muscular e previne doenças do coração, já que também é uma boa fonte de ômega 3.
  • Sardinha: rica em vitaminas A e D, é de fácil digestão. Sua carne, de cor azulada, contém mais nutrientes que a dos peixes de carne branca.03_cacao

Mitos e verdades

Crendices populares ou hábitos regionais ditam muitas vezes o consumo de um peixe e eliminam o preparo de outros.

Enlatados ou in natura?

Em geral, o produto fresco tem qualidade nutricional superior à daquele pronto para o consumo. Nos casos do atum e da sardinha, mesmo na forma enlatada, continuam sendo fonte de ômega 3. A dica é optar pelo produto preparado em água e sal, mais saudável do que a versão em óleo.

Gestante pode comer peixe?

As gestantes devem ter cuidado redobrado na escolha do pescado, uma vez que o peixe é um alimento de fácil contaminação e que se deteriora rapidamente. O local da compra deve ser confiável, de qualidade. Outro aspecto a ser considerado pelas grávidas é evitar o consumo de peixes de couro, como o bagre e o pintado, que têm maior risco de contaminação por metais pesados, como o mercúrio. Os peixes com escamas e barbatanas são mais seguros.

Carne de corvina é prejudicial à saúde?

A corvina possui, na maioria das vezes, cheiro de iodo, o que compromete a qualidade do preparo e a vontade de saborear o pescado. Ela não é prejudicial à saúde, apenas é um peixe pouco apreciado.

http://www.einstein.br/einstein-saude/nutricao/Paginas/peixe-no-cardapio.aspx

A ingestão de pescado está relacionada a benefícios à saúde humana e os riscos de prejuízo via contaminação por elementos químicos são considerados reduzidos, segundo estudos realizados com amostras de peixes comercializados no Brasil.

Clique para acessar o 19-2_artigo-7.pdf

http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI264387-16742,00.html

CONFIRA O GUIA DOS PEIXES NO ENDEREÇO:

http://www.terra.com.br/culinaria/infograficos/peixe-e-saude/index.htm

Plantas ornamentais tóxicas

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Muitas plantas ornamentais são tóxicas e podem ser encontradas em jardins, quintais, parques, vasos, praças e terrenos baldios.
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Algumas dessas plantas são bastante conhecidas e bonitas. Mas quando colocadas na boca ou manipuladas podem causar graves intoxicações, principalmente em crianças.

As principais e mais conhecidas espécies dessas plantas são:

Família: Araceae
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Nome científico: Dieffenbachia picta Schott.Plantas-Comigo-e1431722169570

Nome popular: aninga-do-Pará.

Tinhorão

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Nome científico: Caladium bicolor Vent.
Nome popular: tajá, taiá, caládio.

Taioba-brava

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Nome científico: Colocasia antiquorum Schott.
Nome popular: cocó, taió, tajá.

Copo-de-leite

zantedeschia_aethiopicaNome científico: Zantedeschia aethiopica Spreng.
Nome popular: copo-de-leite.

Partes tóxicas: todas as partes da planta.

Sintomatologia: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarreia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia. O contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.

Família: Euphorbiaceae
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Nome científico: Euphorbia pulcherrima Willd.
Nome popular: rabo-de-arara, papagaio.

Coroa-de-Cristo

Coroa 2 crw3751-copy Coroa de Cristo Euphorbia_Milii_flowers coroa-de-cristo-7

Nome científico: Euphorbia milli L.
Nome popular: coroa-de-cristo.

Avelós

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Nome científico: Euphorbia tirucalli L.
Nome popular: graveto-do-cão, figueira-do-diabo, dedo-dodiabo, pau-pelado, árvore de São Sebastião.

Partes tóxicas: todas as partes da planta.

Sintomatologia: a seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, dor em queimação e coceira; o contato com olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema (inchaço) das pálpebras e dificuldade de visão; a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarréia.

Mandioca-brava

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Nome científico: Manihot utilissima Pohl. (Manihot esculenta Cranz).
Nome popular: mandioca, maniva.

Partes tóxicas: raiz e folhas.

Sintomatologia: a ingestão pode causar cansaço, falta de ar, fraqueza, taquicardia, taquipneia, acidose metabólica, agitação, confusão mental, convulsão, coma e óbito.

Mamona

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Nome científico: Ricinus communis L.
Nome popular: carrapateira, mamoneira, palma-de-cristo, carrapato.

Partes tóxicas: sementes.

Sintomatologia: a ingestão das sementes mastigadas causa náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia mucosa e até sanguinolenta; nos casos mais graves pode ocorre convulsões, coma e óbito.

Família: Meliaceae
Cinamomo

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Nome científico: Melia azedarach L.
Nome popular: jasmim-de-caiena, jasmim-de-cachorro, jasmim-de-soldado, árvore-santa, loureiro-grego, lírio-da-índia, Santa Bárbara.

Partes tóxicas: frutos e chá das folhas.

Sintomatologia: a ingestão pode causar aumento da salivação, áuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia intensa; em casos graves pode ocorrer depressão do  sistema nervoso central.

Família: Anacardiaceae
Aroeira

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Nome científico: Litharae brasiliens March
Nome popular: pau-de-bugre, coração-de-bugre, aroeirinha preta, aroeira-do-mato, aroeira-brava.

Partes tóxicas: todas as partes da planta.

Sintomatologia: o contato ou, possivelmente, a proximidade provoca reação dérmica local (bolhas, vermelhidão e coceira), que persiste por vários dias; a ingestão pode provocar manifestações gastrointestinais.

Família: Solanaceae
Saia-branca

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Nome científico: Datura suaveolens L.
Nome popular: trombeta, trombeta-de-anjo, trombeteira, cartucheira, zabumba.

Partes tóxicas: todas as partes da planta.

Sintomatologia: a ingestão pode provocar boca seca, pele seca, taquicardia, dilatação das pupilas, rubor da face, estado de agitação, alucinação, hipertemia; nos casos mais graves pode levar à morte.

Família: Urticaceae
Urtiga

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Nome científico: Fleurya aestuans L.
Nome popular: urtiga-brava, urtigão, cansanção.

Partes tóxicas: pelos do caule e folhas.

Sintomatologia: o contato causa dor imediata devido ao efeito irritativo, com inflamação, vermelhidão cutânea, bolhas e coceira.

Família: Apocynaceae
Espirradeira

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Nome científico: Nerium oleander L.
Nome popular: oleandro, louro rosa.

Chapéu-de-Napoleão

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Nome científico: Thevetia peruviana Schum.
Nome popular: jorro-jorro, bolsa-de-pastor.

Partes tóxicas: todas as partes da planta.

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Sintomatologia: a ingestão ou contato com o látex pode causar dor em queimação na boca, salivação, náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarreia, tonturas
e distúrbios cardíacos que podem levar a morte.

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Existem outras plantas tóxicas no Brasil além das listadas nesta publicação.

Medidas Preventivas
  • Mantenha as plantas venenosas fora do alcance das crianças.
  • Conheça as plantas venenosas existentes em sua casa e arredores pelo nome e características.
  • Ensine as crianças a não colocar plantas na boca e não utilizá-las como brinquedos (fazer comidinhas, tirar leite, etc).
  • Não prepare remédios ou chás caseiros com plantas sem orientação médica.
  • Não coma folhas e raízes desconhecidas. Lembre-se que não há regras ou testes seguros para distinguir as plantas comestíveis das venenosas. Nem sempre o cozimento elimina a toxicidade da planta.
  • Tome cuidado ao podar as plantas que liberam látex provocando irritação na pele, principalmente nos olhos; evite deixar os galhos em qualquer local onde possam vir a ser manuseados por crianças; quando estiver lidando com plantas venenosas use luvas e lave bem as mãos após esta atividade.
  • Em caso de acidente, procure imediatamente orientação médica e guarde a planta para identificação.
Bibliografia

SINITOX/CICT/FIOCRUZ; CIT/PA – Belém; CIAVE/BA – Salvador; CCI/SP – São Paulo; CCI/SP – Campinas; CIAVE/MT – Cuiabá; CIT/RS – Porto Alegre. Plantas Tóxicas no Brasil. Julho, 2001 (cartaz e folder).

http://www.fiocruz.br/sinitox/